Que "diferença faz a diferença" na recuperação da anorexia nervosa?

CONTEXTO: As dificuldades inerentes ao tratamento da anorexia nervosa são bem conhecidas e é, ainda hoje, predominante a concepção da anorexia nervosa enquanto doença crônica. Contudo, diversos estudos mostram não só que a recuperação é possível como também que há inclusivamente mulheres que se recu...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Araújo, Maria Xavier de, Henriques, Margarida Isabel Rangel Santos
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Archives of Clinical Psychiatry
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/17369
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/acp/article/view/17369
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Anorexia nervosa
recuperação
fatores de mudança
recovery
turning-points
Descripción
Sumario:CONTEXTO: As dificuldades inerentes ao tratamento da anorexia nervosa são bem conhecidas e é, ainda hoje, predominante a concepção da anorexia nervosa enquanto doença crônica. Contudo, diversos estudos mostram não só que a recuperação é possível como também que há inclusivamente mulheres que se recuperam espontaneamente, sem terem sido sujeitas a tratamento. OBJETIVO: Este estudo pretende, assim, rever a literatura existente relativamente a fatores que contribuíram para a recuperação na anorexia nervosa, quer relacionados com o tratamento quer com extratramento. MÉTODO E RESULTADOS: Para tal, a partir da revisão de 13 estudos existentes sobre a perspectiva de ex-pacientes acerca do que contribuiu para a recuperação, este artigo irá pôr em destaque que "diferenças fizeram a diferença", bem como em que medida os estudos existentes permitem uma compreensão de como essas diferenças podem fazer a diferença. CONCLUSÃO: Conclui-se que, apesar de a investigação estar, sobretudo, centrada na compreensão dos fatores de tratamento mais úteis, muitas ex-pacientes parecem destacar mais a utilidade dos fatores extratratamento, nomeadamente a importância das relações na manutenção e resolução do problema. Os mesmos fatores são considerados prejudiciais e/ou úteis para diferentes entrevistadas, o que remete para a complexidade do fenômeno da recuperação que ainda carece de mais investigação.