Territórios em movimento: os brasiguaios sem-terra na reforma agrária

Este trabalho é uma aproximação teórica e prática sobre um grupo de agricultores que saíram do Brasil em diversos momentos a partir de 1950, rumo ao leste do Paraguai, e que a partir de 1985 começam a retornar de forma organizada, são eles reconhecidos como brasiguaios. A pergunta que motivou esse t...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Vaneski Filho, Ener [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/144321
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/144321
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Campesinato
Identidade
Fronteira
Território
Campesinado
Identidad
Forma campamento
Peasantry
Identity
Territory
Camp
Descripción
Sumario:Este trabalho é uma aproximação teórica e prática sobre um grupo de agricultores que saíram do Brasil em diversos momentos a partir de 1950, rumo ao leste do Paraguai, e que a partir de 1985 começam a retornar de forma organizada, são eles reconhecidos como brasiguaios. A pergunta que motivou esse trabalho foi a de pesquisar as razões de porque depois de tantas “idas e vindas”, inclusive desrespeitando as fronteiras nacionais, esse grupo lutou e segue lutando por uma identidade “camponesa” através da reforma agrária. Para isso a pesquisa buscou através de trabalho de campo as origens do termo junto aos primeiros retornados, hoje moradores do município de Novo Horizonte do Sul no Mato Grosso do Sul, e no acampamento “Antonio Irmão Brasiguaio”, em Itaquiraí – MS. Depois de uma discussão sobre a formação do campesinato na América Latina, no Brasil e na região estudada, o estudo buscou também reconstruir historicamente fatos que incentivaram o deslocamento do Brasil para o Paraguai, o histórico da estrutura agrária nos dois países e por fim o retorno e a inserção no processo de busca por reforma. A forma movimento e a forma acampamento servem para pensar desde o retorno a atualidade da questão, a linguagem utilizada para negociar com o Estado e a construção de uma identidade de projeto. A plasticidade do território é o resultado da movimentação dessas famílias no espaço. Buscamos relatos de diversos atores envolvidos nesse processo, que como em uma espiral seguem em curso, já que novos acampamentos têm surgido nessas fronteiras e reivindicam direitos baseados em uma particularidade; a de ser brasiguaio.