Impactos do home office na saúde mental pós Pandemia
Constitucionalmente, os trabalhadores contam com a tutela do direito fundamental à saúde, condição necessária para garantir a dignidade da pessoa humana, que deve ser exercido mediante políticas sociais e econômicas que visem à eliminação do risco de doença e de outros agravos, com o acesso universa...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-31032025-085112 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/107/107131/tde-31032025-085112/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | home office pós-pandemia covid-19. post-Covid-19 pandemic. saúde mental do trabalhador workers' mental health |
| Sumario: | Constitucionalmente, os trabalhadores contam com a tutela do direito fundamental à saúde, condição necessária para garantir a dignidade da pessoa humana, que deve ser exercido mediante políticas sociais e econômicas que visem à eliminação do risco de doença e de outros agravos, com o acesso universal às ações e serviços para promoção, proteção e recuperação da saúde. Entretanto, o mundo sofreu mudanças no uso da força de trabalho que se vale, além da expropriação do conhecimento, do controle do tempo e movimento dos trabalhadores. E a tutela do direito à saúde se mostra insuficiente para lidar com as transformações do sistema capitalista de produção que foram ainda enfatizadas pela Pandemia Covid-19. Entre essas mudanças, o chamado home office já se consolidou na vida de muitos trabalhadores, inclusive, é a preferência de uma parcela da classe trabalhadora. O fenômeno do home office acompanha uma nova era do sistema capitalista, a qual é marcada pela instantaneidade e do imediatismo exigidos na produção capitalista, os sujeitos submetem suas vidas por completo para atender às modificações e organizações da produção de riqueza. É assim que o capital redesenha as modalidades de trabalho, inserindo pretensas flexibilizações, inclusive no âmbito organizacional, para implantar modos de precarização do trabalho. Como agravante, a Pandemia de Covid-19 acelerou o processo de transformação do ambiente laboral, de forma repentina e despreparada. Esse repentino impulso chamou atenção de órgãos internacionais de saúde e trabalho, que preveem um aumento do trabalho remoto nos próximos anos. Assim, a presente pesquisa tem objetivo de analisar o impacto da modalidade de teletrabalho em domicílio na saúde mental do trabalhador em um momento posterior a pandemia de Covid-19, no qual as doenças mentais não estão mais associadas ao estresse psicológico causado pela pandemia, sob o prisma da sociologia do trabalho. A metodologia deste trabalho empregará uma abordagem dedutiva na análise dos materiais coletados, de caráter eminentemente exploratório. O objetivo é partir de aspectos gerais da saúde do teletrabalhador e chegar a interpretações mais específicas para entender a problemática em questão. Também será utilizado o método hipotético dedutivo para examinar se o teletrabalho em home office afeta a saúde mental do trabalhador, por meio de dados sobre adoecimento mental e acidentes de trabalho. |
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