Estigmas do HIV/Aids: novas identidades e tratamentos em permanentes sistemas de exclusão
Nesta entrevista concedida à Reciis, Richard Parker discute sobre as configurações contemporâneas das identidades, dos movimentos LGBT e do combate ao HIV/aids a partir de um cenário histórico da década de 1980, quando por motivos pessoais e profissionais resolve se mudar para o Brasil e começa a de...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:arca.fiocruz.br:icict/35798 |
| Acceso en línea: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/35798 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | HIV Aids Gênero Sexualidade Homossexualidade Direitos Humanos Gender Sexuality Homosexuality Human rights VIH Sida Género Sexualidad Homosexualidad Derechos humanos 05 Igualdade de gênero 10 Redução das desigualdades 16 Paz, Justiça e Instituições Eficazes |
| Sumario: | Nesta entrevista concedida à Reciis, Richard Parker discute sobre as configurações contemporâneas das identidades, dos movimentos LGBT e do combate ao HIV/aids a partir de um cenário histórico da década de 1980, quando por motivos pessoais e profissionais resolve se mudar para o Brasil e começa a desenvolver pesquisas sobre sexualidade. O pesquisador comenta que a globalização da sexualidade e a velocidade do mundo digital ampliaram as possiblidades e transformações das identidades LGBT, o que, contudo, não propiciou mudanças nos sistemas de exclusão, de desigualdades, de discriminação e de formação de estigmas desses sujeitos. No período de emergência da epidemia, Parker testemunhou e participou da construção de importantes organizações de apoio ao combate do HIV/aids no país e, hoje, propõe pensar em uma desconstrução do estigma desta infecção na interceccionalidade a partir dos estigmas das desigualdades sociais e de raça. Em relação à prevenção e tratamento, argumenta sobre a prevalência de uma abordagem biomédica de "testar e tratar" em detrimento de uma pedagogia da prevenção que reforça princípios de solidariedade e direitos humanos no compartilhamento e incorporação de saberes entre a ciência e a comunidade. Richard Parker é professor visitante sênior do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (Iesc) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor titular emérito da Universidade de Columbia. |
|---|