Avaliação clínica da relação entre periodontite apical e diabetes tipo 2 : um estudo piloto
O Diabetes Mellitus tipo 2 (T2DM) é uma das doenças metabólicas crônicas não transmissíveis mais prevalentes. Os distúrbios metabólicos e as infecções dentárias possuem mecanismos comuns no desenvolvimento do estado inflamatório crônico. O presente estudo teve por objetivo investigar a relação entre...
| Author: | |
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| Format: | master thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2020 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| Repository: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:tede2.pucrs.br:tede/9997 |
| Online Access: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9997 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Diabetes Mellitus Tipo 2 Periodontite Apical Mediadores Inflamatórios Endodontia Inflamação Sistêmica Type 2 Diabetes Mellitus Apical Periodontitis Inflammatory Mediators Endodontics Systemic Inflammation CIENCIAS DA SAUDE::ODONTOLOGIA |
| Summary: | O Diabetes Mellitus tipo 2 (T2DM) é uma das doenças metabólicas crônicas não transmissíveis mais prevalentes. Os distúrbios metabólicos e as infecções dentárias possuem mecanismos comuns no desenvolvimento do estado inflamatório crônico. O presente estudo teve por objetivo investigar a relação entre T2DM e periodontite apical (AP), por meio da avaliação das condições endodônticas e do controle glicêmico dos pacientes, correlacionando esses parâmetros com os níveis séricos de marcadores inflamatórios. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer Número 1.323.531). Trinta pacientes foram divididos em quatro grupos: H - pacientes sem nenhuma das enfermidades; AP - pacientes com AP e sem T2DM; T2DM - pacientes sem AP e com T2DM e, T2DM-AP - pacientes com AP e T2DM. Os níveis sanguíneos de hemoglobina glicada (HbA1c) foram avaliados através de método imunoturbidimétrico. Os níveis séricos das citocinas pró-inflamatórias, interleucina-1β (IL-1) e interleucina-6 (IL-6), da citocina anti-inflamatória IL-10, além das quimiocinas CCL3 e CCL4, foram medidos através de kits DuoSet ELISA sanduíche. A avaliação da área da lesão foi realizada através do programa ImageJ, a partir de radiografias periapicais, e o índice de massa corporal (IMC) foi medido através do peso e altura auto relatados. Os resultados foram analisados por análise de variância (ANOVA) de uma via ou Kruskal-Wallis, com post-hoc de Tukey ou Dunn, para dados com e sem distribuição normal, respectivamente. Os dados de frequência foram analisados pelo teste do qui-quadrado para tendência linear. O nível de significância foi estabelecido em 5%. A maioria dos pacientes diagnosticados com T2DM usavam metformina e medicação anti-hipertensiva. O IMC foi significantemente maior no grupo T2DM sem AP (p <0,05), em comparação com o grupo H. Os níveis de H1bAc foram significativamente maiores nos indivíduos alocados no grupo T2DM, em relação aos grupos H e AP (p <0,05; p <0,01, respectivamente). Por outro lado, o grupo T2DM-AP não apresentou diferença significativa para esse parâmetro. A avaliação das citocinas séricas mostrou níveis indetectáveis de IL-6 em todos os grupos avaliados. IL-1β e IL-10 foram identificadas no soro de alguns pacientes, independentemente do grupo experimental, assim como as quimiocinas, CCL3 e CCL4, o que pode ser associado com outras comorbidades nesses pacientes. As áreas de lesão periapical foram significativamente maiores no grupo T2DM-AP, em relação ao grupo AP (p <0,05). São necessários estudos com grupos amostrais maiores para traçar conclusões sobre a relação da AP com T2DM. Contudo, os resultados preliminares do presente estudo permitem inferir que ou essa associação não é positiva, ou o uso de metformina pode estar mascarando esses dados. |
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