O caranguejo-chama-maré predador Minuca rapax escolhe um dos sexos da presa de Leptuca leptodactyla?
O dimorfismo sexual é descrito como uma das principais variáveis que determina a escolha de um predador por suas presas. Os caranguejos-chama-marés são conhecidos por apresentarem acentuado dimorfismo sexual, onde os machos apresentam um dos quelípodos hipertrofiado usado como defesa e exibições rep...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/243279 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/243279 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Predador-presa Dimorfismo sexual Forrageamento Caranguejo Predator-prey Sexual dimorphism Foraging Crab |
| Sumario: | O dimorfismo sexual é descrito como uma das principais variáveis que determina a escolha de um predador por suas presas. Os caranguejos-chama-marés são conhecidos por apresentarem acentuado dimorfismo sexual, onde os machos apresentam um dos quelípodos hipertrofiado usado como defesa e exibições reprodutivas, e outro quelípodo pequeno usado na alimentação, enquanto as fêmeas apresentam os dois quelípodos pequenos e simétricos. Devido a essa diferença morfológica, um dos sexos dos caranguejos chama-maré pode ser a presa preferida de um predador. As fêmeas por serem mais vulneráveis, devido à ausência do quelípodo hipertrofiado, podem ser as presas preferidas de muitos predadores. Entre os predadores dos chama-maré encontramos outros caranguejos-chama-marés, como Minuca rapax. Nós hipotetizamos que M. rapax escolhe predar as fêmeas de Leptuca leptodactyla. Foi avaliado se o predador (Minuca rapax) escolhe o sexo da presa (L. leptodactyla). Para avaliar a escolha do predador foi desenvolvido um experimento com quatro tratamentos compostos por dois grupos com três presas cada. Dois tratamentos de múltipla escolha: T1: 3 fêmeas e 3 machos; T2: 3 machos e 3 fêmeas. Dois tratamentos sem escolha: T3: 3 machos e 3 machos; e T4: 3 fêmeas e 3 fêmeas. Por fim, foi quantificado as presas consumidas e calculamos a proporção de escolha para cada tratamento. Para corroborar nossa hipótese a proporção de fêmeas consumidas em T1 deveria ser maior que a proporção de machos consumidos em T2, e maior também do que em T3 e T4 onde não se espera observar diferenças na proporção de escolha (≈ 0,5). Minuca rapax não apresentou um padrão de escolha por um sexo da presa, predando indivíduos de ambos os sexos na mesma proporção de ≈ 0,5 (média =0,4806), com isso, não houve diferença entre os tratamentos de múltipla escolha e sem escolha. Assim, as características morfológicas entre os sexos de L. leptodactyla não foi determinante para a escolha de M. rapax. Provavelmente, outras varáveis permitiram ao M. rapax predar machos e fêmeas na mesma proporção, tais como modo de ingestão, os órgãos consumidos e a resistência da carapaça das presas. |
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