Feminização do magistério no ensino secundário do Colégio Municipal Pelotense (1940-1960).
A presente dissertação investiga o processo de feminização no magistério do ensino secundário do Colégio Municipal Pelotense, localizado na cidade de Pelotas-RS. Busca compreender a formação e atuação das primeiras professoras, analisando as possíveis relações, referentes à categoria de gênero na do...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/7766 |
| Acceso en línea: | http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/7766 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO Feminização do magistério Ensino secundário Colégio Municipal Pelotense Feminization of magisterium High school |
| Sumario: | A presente dissertação investiga o processo de feminização no magistério do ensino secundário do Colégio Municipal Pelotense, localizado na cidade de Pelotas-RS. Busca compreender a formação e atuação das primeiras professoras, analisando as possíveis relações, referentes à categoria de gênero na docência, que se estabeleciam na instituição no período compreendido entre as décadas de 1940 e 1960. Neste estudo, parte-se da análise de documentos escolares encontrados no acervo do referido colégio, priorizando algumas fontes como fichas funcionais e de assentamento, além de três entrevistas realizadas com dois ex-professores. Pressupõe-se através das fontes analisadas que o ensino secundário da época ainda era reservado prioritariamente aos homens, tanto em disciplinas relacionadas à área das Ciências Humanas como também nas disciplinas voltadas às Ciências Exatas. Como principais referências, a pesquisa encontra aporte teórico em Amaral (2005) em relação ao Colégio Municipal Pelotense e a influência da maçonaria em sua organização; Almeida (1998), Chamon (2005), Louro (1987, 1997) e Matos (1997, 2013), em relação à feminização do magistério e às questões de gênero impostas pela sociedade; Pesavento (2004), sobre a história cultural e a problematização dos diversos documentos encontrados; Julia (2001), Faria Filho et al. (2004) e Vidal (2005; 2009) no que concerne à cultura escolar que auxilia no modo de compreender o cenário no qual estão inseridas as práticas escolares e os modos de atuação de professores, especialmente no tocante à atuação feminina. A pesquisa divide-se em dois focos de análise: o primeiro, direcionado à presença e admissão das primeiras sete professoras atuantes na área das Ciências Humanas (décadas de 1940-1950), admitidas em grande parte pelo capital cultural (BOURDIEU, 1974; 2001) e inserção na sociedade, fatos que as permitiam lecionar disciplinas de Línguas Estrangeiras, Economia Doméstica, Canto Orfeônico, Trabalhos Manuais e Educação Física; e, o segundo foco, no qual a análise recaiu sobre a admissão das quatro primeiras professoras contratadas na área de matemática, mostrando, assim, o início da docência feminina no ensino secundário na área das Ciências Exatas, na década de 1960, quando foi legitimada a partir da formação dessas profissionais com o curso superior na referida área. |
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