Quando a mata se torna atlântica: dilemas da gestão integrada dos mosaicos de áreas protegidas.

O presente trabalho versa sobre o processo de implementação do Mosaico de Áreas Protegidas do Extremo Sul da Bahia, região de Mata Atlântica, tendo como pano de fundo conflitos ambientais. Entendendo por conflito ambiental as controvérsias existentes, o que está em jogo são os diferentes sentidos at...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Campos, Damiana de Sousa
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRRJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/22136
Acesso em linha:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/22136
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Sociologia
conflitos ambientais
unidades de conservação
direitos territoriais
Mosaico de Áreas Protegidas
environmental conflicts
Conservation Units
territorial rights
Mosaic of Protected Areas
Descrição
Resumo:O presente trabalho versa sobre o processo de implementação do Mosaico de Áreas Protegidas do Extremo Sul da Bahia, região de Mata Atlântica, tendo como pano de fundo conflitos ambientais. Entendendo por conflito ambiental as controvérsias existentes, o que está em jogo são os diferentes sentidos atribuídos ao manejo e uso dos recursos naturais pelos sujeitos. Problematiza-se a questão a partir da afirmação dos direitos territoriais por indígenas Pataxó, que retomaram uma área referente à unidade de conservação de proteção integral Parque Nacional do Descobrimento, formando cinco aldeias. Buscou-se, a partir do uso de técnicas etnográficas, entender como se deu o diálogo entre os gestores do Parque e os indígenas. Nota-se ainda que, em determinando momento, há um deslocamento da questão indígena, enquanto reivindicação dos direitos territoriais, para uma questão ambiental, na qual a integridade da Mata Atlântica é lida como o principal elemento a ser considerado. Problematiza-se a atuação do Mosaico neste sentido, sendo este instrumento evidenciado como estruturante no processo de mediação. Averigua-se que mesmo possibilitando avanços na discussão da importância da conservação das diferentes áreas protegidas e como instrumento de compartilhamento, o Mosaico reafirma um modus operandi das Unidades de Conservação, potencializado por sua abrangência territorial.