O DESENCANTAMENTO DA VIÚVA: A CIDADE COMO ESTRATÉGIA DE FRAGMENTAÇÃO DO MUNDO TUXÁ

Este artigo analisa a pequena cidade e os mundos urbanos como uma estratégia de desencantamento do mundo indígena Tuxá. Aqui nos apropriamos de conceitos diversos para operar uma interpretação possível da cidade como um significante que impacta no modo de ver e viver dos Tuxá em Rodelas, interior ba...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Moreira Cavalcanti, Jurema, Carvalho Corrêa, Diego, Moura Gumes, Áurea Gabriela, Andrade Silvão, Bruna, Freitas de Souza, Tiago
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
Repositorio:Pixo
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.ufpel.edu.br:article/2867
Acceso en línea:https://revistas.ufpel.edu.br/index.php/pixo/article/view/2867
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:desencantamento
cidade
urbano
Tuxá
indígenas
Descripción
Sumario:Este artigo analisa a pequena cidade e os mundos urbanos como uma estratégia de desencantamento do mundo indígena Tuxá. Aqui nos apropriamos de conceitos diversos para operar uma interpretação possível da cidade como um significante que impacta no modo de ver e viver dos Tuxá em Rodelas, interior baiano. O alagamento de Rodelas Velha e a constituição de uma Nova Rodelas com uma nova aldeia urbana, integrada à cidade, operacionalizou um esforço de afastamento dos indígenas do regime dos encantados. Empenho pela assimilação/integração, revitalizados permanentemente por agentes dentro do Estado ao longo de processos históricos no Brasil, subsidiaram nosso exame, nos permitindo apontar estruturas discursivas e ações políticas sustentadas no desenvolvimento e progresso, que agenciaram, na década de 1980, a construção da barragem de Itaparica e alguns de seus impactos sobre os indígenas. Ainda que vencedor, não obliterou os Tuxá, que resistem e se reafirmam numa nova territorialidade.