Da compaixão à incompaixão: o relacionamento de Otelo e Desdêmona apropriado por Álvares de Azevedo

João Caetano, ator carioca e criador do teatro brasileiro, em 1835, encenou e dirigiu em São João de Itaboraí, Rio de Janeiro, Otelo de Ducis. Por intermédio dessa encenação, muitos se interessaram pelo drama, tornando-se foco de leituras, estudos, encenações e imitações por vários dramaturgos e esc...

Full description

Bibliographic Details
Author: Paixão, Alexandre Silva da
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2023
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal de Sergipe (UFS)
Repository:Travessias Interativas
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:ojs.ufs.emnuvens.com.br:article/19258
Online Access:https://periodicos.ufs.br/Travessias/article/view/19258
Access Level:Open access
Keyword:Álvares de Azevedo
Estética da recepção
Intertextualidade
Literatura comparada
Otelo
Aesthetics of reception
Intertextuality
Comparative literature
Othello
Description
Summary:João Caetano, ator carioca e criador do teatro brasileiro, em 1835, encenou e dirigiu em São João de Itaboraí, Rio de Janeiro, Otelo de Ducis. Por intermédio dessa encenação, muitos se interessaram pelo drama, tornando-se foco de leituras, estudos, encenações e imitações por vários dramaturgos e escritores, a exemplo de Álvares de Azevedo (1821-1852). Esta pesquisa se alinha à Literatura comparada e à Estética da recepção com o intuito de estabelecer relações de Otelo com a obra azevediana que pertence à segunda geração romântica brasileira. Ademais, fundamenta-se nos estudos de Brunel (2012), Carvalhal (2006), Compagnon (1996), Nitrini (2021), Samoyault (2008) e Sant’anna (2008). Analisaram-se qualitativamente alguns textos do poeta paulista para verificar semelhanças e dessemelhanças entre os autores, com o objetivo de entender as razões pelas quais o jovem escritor fez essas menções incisivas à tragédia supracitada e quais foram os procedimentos e sentidos sui generis aplicados e atribuídos na apropriação. Dessa forma, observaram-se duas citações diretas provenientes de O poema do Frade (2000) e de O Conde Lopo (2000) ligadas às personagens shakespearianas que recebem um destaque central neste trabalho.