Influência térmica de intrusões basálticas sobre as rochas siliciclásticas das Formações Poti, Piauí e Pedra de Fogo, porção leste da Bacia do Parnaíba, Brasil

Diques e soleiras de basalto e diabásio da Formação Sardinha (127-134 Ma) são comuns na porção oriental da bacia do Parnaíba. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência térmica destas intrusões sobre as rochas encaixantes (arenitos e folhelhos; formações Potí, Piauí e Pedra de Fogo). Foram uti...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: SOUZA, Natália Gomes Alves de
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2017
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositório:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/33371
Acesso em linha:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/33371
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Geociências
Influência térmica
Arenitos e Folhelhos
Rochas basálticas
Bacia do Parnaíba
id BR_70e6d81cdf121cbc83d3a46dbd76d420
oai_identifier_str oai:repositorio.ufpe.br:123456789/33371
network_acronym_str BR
network_name_str Brasil
repository_id_str
dc.title.none.fl_str_mv Influência térmica de intrusões basálticas sobre as rochas siliciclásticas das Formações Poti, Piauí e Pedra de Fogo, porção leste da Bacia do Parnaíba, Brasil
title Influência térmica de intrusões basálticas sobre as rochas siliciclásticas das Formações Poti, Piauí e Pedra de Fogo, porção leste da Bacia do Parnaíba, Brasil
spellingShingle Influência térmica de intrusões basálticas sobre as rochas siliciclásticas das Formações Poti, Piauí e Pedra de Fogo, porção leste da Bacia do Parnaíba, Brasil
SOUZA, Natália Gomes Alves de
Geociências
Influência térmica
Arenitos e Folhelhos
Rochas basálticas
Bacia do Parnaíba
title_short Influência térmica de intrusões basálticas sobre as rochas siliciclásticas das Formações Poti, Piauí e Pedra de Fogo, porção leste da Bacia do Parnaíba, Brasil
title_full Influência térmica de intrusões basálticas sobre as rochas siliciclásticas das Formações Poti, Piauí e Pedra de Fogo, porção leste da Bacia do Parnaíba, Brasil
title_fullStr Influência térmica de intrusões basálticas sobre as rochas siliciclásticas das Formações Poti, Piauí e Pedra de Fogo, porção leste da Bacia do Parnaíba, Brasil
title_full_unstemmed Influência térmica de intrusões basálticas sobre as rochas siliciclásticas das Formações Poti, Piauí e Pedra de Fogo, porção leste da Bacia do Parnaíba, Brasil
title_sort Influência térmica de intrusões basálticas sobre as rochas siliciclásticas das Formações Poti, Piauí e Pedra de Fogo, porção leste da Bacia do Parnaíba, Brasil
dc.creator.none.fl_str_mv SOUZA, Natália Gomes Alves de
author SOUZA, Natália Gomes Alves de
author_facet SOUZA, Natália Gomes Alves de
author_role author
dc.contributor.none.fl_str_mv SOUZA NETO, João Adauto de
WAICHEL, Bruno Leitão
http://lattes.cnpq.br/7382011299206769
http://lattes.cnpq.br/6448417938573779
dc.subject.por.fl_str_mv Geociências
Influência térmica
Arenitos e Folhelhos
Rochas basálticas
Bacia do Parnaíba
topic Geociências
Influência térmica
Arenitos e Folhelhos
Rochas basálticas
Bacia do Parnaíba
description Diques e soleiras de basalto e diabásio da Formação Sardinha (127-134 Ma) são comuns na porção oriental da bacia do Parnaíba. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência térmica destas intrusões sobre as rochas encaixantes (arenitos e folhelhos; formações Potí, Piauí e Pedra de Fogo). Foram utilizadas amostras representativas de testemunhos de sondagem (projeto Carvão na Bacia do Parnaíba, DNPM/CPRM) e de seções geológicas típicas aflorantes. Estas intrusões máficas variam de diabásio, de textura subofítica de granulação média nas porções centrais, a basaltos afaníticos nas bordas destes corpos. Estas intrusões são caráter toleítico, com assinatura de ambiente intraplaca, e foram divididas em três grupos: Grupo I (elevado TiO₂); Grupo II (baixo TiO₂) e Grupo III (intermediário TiO₂). Temperaturas de cristalização entre 1.200 °C e 1.270 °C foram estimadas para essas intrusões utilizando-se a termobarometria de piroxênos e plagioclásios de Putrika (2008). A redução da porosidade é comumente observada nos arenitos cortados pelas intrusões e a difração de raios X nos folhelhos identificou a presença de clorita, cloritoide e sanidina próximo do contato intrusivo. Os cálculos de fluxo térmico mostram que o surgimento desses minerais ocorre em temperaturas superiores a 500 °C e mais próximo aos contatos intrusivos podem atingir 900 °C. No entanto, este efeito térmico é limitado a menos de 6,5 m de distância dos contatos, independente da espessura das intrusões. A alteração propilítica foi identificada com a associação clorita-epidotocalcita nas intrusões basálticas, preferencialmente nas porções próximas (até 5 cm) às bordas. Nas rochas sedimentares esta alteração hidrotermal está presente na forma de carbonatação, que varia de incipiente (carbonatos intersticiais) à pervasiva (substituição de quartzo e feldspatos (plagioclásio < feldspato alcalino)). A ocorrência de greenalita (Fe₂₋₃Si₂O₅(OH)₄) e amesita (Mg₂Al₂SiO₅(OH)₄) nas rochas sedimentares, associada à carbonatação observada nas mesmas, mostram que os fluídos hidrotermais foram enriquecidos em Fe, Mg e Ca. Isto foi confirmado pelo característico aumento desses elementos nas rochas sedimentares, quando estas ocorrem próximas às intrusões (diagramas de ISOCON).
publishDate 2017
dc.date.none.fl_str_mv 2017-10-27
2019-09-20T16:22:24Z
2019-09-20T16:22:24Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/33371
dc.identifier.dark.fl_str_mv ark:/64986/001300000cc8c
url https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/33371
identifier_str_mv ark:/64986/001300000cc8c
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Geociencias
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Geociencias
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPE
instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron:UFPE
instname_str Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron_str UFPE
institution UFPE
reponame_str Repositório Institucional da UFPE
collection Repositório Institucional da UFPE
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
repository.mail.fl_str_mv attena@ufpe.br
_version_ 1853667340297699328
spelling Influência térmica de intrusões basálticas sobre as rochas siliciclásticas das Formações Poti, Piauí e Pedra de Fogo, porção leste da Bacia do Parnaíba, BrasilGeociênciasInfluência térmicaArenitos e FolhelhosRochas basálticasBacia do ParnaíbaDiques e soleiras de basalto e diabásio da Formação Sardinha (127-134 Ma) são comuns na porção oriental da bacia do Parnaíba. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência térmica destas intrusões sobre as rochas encaixantes (arenitos e folhelhos; formações Potí, Piauí e Pedra de Fogo). Foram utilizadas amostras representativas de testemunhos de sondagem (projeto Carvão na Bacia do Parnaíba, DNPM/CPRM) e de seções geológicas típicas aflorantes. Estas intrusões máficas variam de diabásio, de textura subofítica de granulação média nas porções centrais, a basaltos afaníticos nas bordas destes corpos. Estas intrusões são caráter toleítico, com assinatura de ambiente intraplaca, e foram divididas em três grupos: Grupo I (elevado TiO₂); Grupo II (baixo TiO₂) e Grupo III (intermediário TiO₂). Temperaturas de cristalização entre 1.200 °C e 1.270 °C foram estimadas para essas intrusões utilizando-se a termobarometria de piroxênos e plagioclásios de Putrika (2008). A redução da porosidade é comumente observada nos arenitos cortados pelas intrusões e a difração de raios X nos folhelhos identificou a presença de clorita, cloritoide e sanidina próximo do contato intrusivo. Os cálculos de fluxo térmico mostram que o surgimento desses minerais ocorre em temperaturas superiores a 500 °C e mais próximo aos contatos intrusivos podem atingir 900 °C. No entanto, este efeito térmico é limitado a menos de 6,5 m de distância dos contatos, independente da espessura das intrusões. A alteração propilítica foi identificada com a associação clorita-epidotocalcita nas intrusões basálticas, preferencialmente nas porções próximas (até 5 cm) às bordas. Nas rochas sedimentares esta alteração hidrotermal está presente na forma de carbonatação, que varia de incipiente (carbonatos intersticiais) à pervasiva (substituição de quartzo e feldspatos (plagioclásio < feldspato alcalino)). A ocorrência de greenalita (Fe₂₋₃Si₂O₅(OH)₄) e amesita (Mg₂Al₂SiO₅(OH)₄) nas rochas sedimentares, associada à carbonatação observada nas mesmas, mostram que os fluídos hidrotermais foram enriquecidos em Fe, Mg e Ca. Isto foi confirmado pelo característico aumento desses elementos nas rochas sedimentares, quando estas ocorrem próximas às intrusões (diagramas de ISOCON).CNPqBasalt dykes and diabasic intrusions of the 127-134 Ma Sardinha Formation are common in the eastern portion of the Parnaiba basin. This study aims to evaluate the thermal influence of these intrusions on the sandstone and shales of the Potí, Piauí and Pedra de Fogo formations. Representive samples were taken of these rocks from geological type-sections in outcrop and from DNPM/CPRM drill core. The intrusions generally vary in texture from medium grained (?) subophitic diabase in their centre to chilled margins of aphanitic basalt. These intrusions of tholeiitic character, were divided into three geochemical groups, Group I (high TiO2), Group II (low TiO2) and Grupo III (intermediary TiO2). Crystallization temperatures of between 1,200 °C and 1,270 °C were estimated for these intrusions using the pyroxene and plagioclase thermobarometry of Putrika (2008). Reduction in porosity is commonly observed in the sandstones (and shales) cut by the mafic intrusions and X-ray diffraction identified chlorite, chloritoid and sanidine growth close to the intrusive contact. Thermal flux calculations show that this mineral growth occurs at temperatures greater than 500 °C and closer to the intrusive contact temperatures can achieve 900 °C. However, this thermal effect is restricted to less than 6,5 m contact, independent of the intrusion thickness. Propylitic alteration was identified with the association chlorite-epidote-calcite the (basaltic) chilled margins of the intrusions. In the sedimentary rocks this hydrothermal alteration is present in the form of carbonatization that varies from incipient (interstitial carbonates) to pervasive (substitution of quartz and feldspar (plagioclase <alkaline feldspar)). The occurrence of greenalite (Fe2-3Si2O5(OH)4), and amesity (Mg2Al2SiO5(OH)4 in the sedimentary rocks, associated to the carbonation observed in them, show that the hydrothermal fluids were enriched in Fe, Mg and Ca. This was confirmed by the characteristic increase in these elements when they occur close to intrusions (ISOCON diagrams).Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em GeocienciasSOUZA NETO, João Adauto deWAICHEL, Bruno Leitãohttp://lattes.cnpq.br/7382011299206769http://lattes.cnpq.br/64484179385737792019-09-20T16:22:24Z2019-09-20T16:22:24Z2017-10-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/33371ark:/64986/001300000cc8cporAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPESOUZA, Natália Gomes Alves de2019-10-25T14:06:20Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/33371Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T14:06:20Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
score 15,301629