Francisco Ferrer y Guardia, um mito em disputa nas páginas anticlericais d'A Lanterna (São Paulo, 1909-1916)

A presente pesquisa tem por objetivo melhor compreender a trajetória brasileira da repercussão midiática do fuzilamento do professor racionalista Francisco Ferrer y Guardia, criador da Escola Moderna de Barcelona, pelo Estado espanhol em 13 de outubro de 1909. Objetiva-se, por meio da análise da seg...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Oliveira, Ana Paula Neves de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/236659
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/236659
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:História da imprensa no Brasil
Francisco Ferrer
Anticlericalismo
Movimento operário
Anarquismo
History of press in Brazil
Anticlericalism
Labor movement
Anarchism
Historia de la prensa en Brasil
Movimiento obrero
Descripción
Sumario:A presente pesquisa tem por objetivo melhor compreender a trajetória brasileira da repercussão midiática do fuzilamento do professor racionalista Francisco Ferrer y Guardia, criador da Escola Moderna de Barcelona, pelo Estado espanhol em 13 de outubro de 1909. Objetiva-se, por meio da análise da segunda fase do periódico anticlerical A Lanterna, refletir e lançar hipóteses sobre a produção, circulação, bem como recepção, aclimatação e consequente apropriação dos ideais e, principalmente, da própria figura de Ferrer no jornal. Ancorada em uma abordagem teórica ligada à História da Leitura da Imprensa Periódica, fez-se o levantamento e análise de textos jornalísticos e imagens que tratavam do tema Ferrer veiculados tanto em A Lanterna, como em demais publicações periódicas brasileiras do período. Por meio do estudo das fontes percebeu-se uma recepção singular de Ferrer no Brasil no jornal anticlerical, que passou não apenas a construir determinadas representações a partir da figura do educador, como também a disputá-las tanto interna, como externamente – mormente com órgãos das imprensas clerical, católica e conservadora. A principal hipótese desta dissertação é a de que a partir da disputa de representações travada em A Lanterna em torno da figura de Ferrer, o jornal alça o educador à estatura de um mito político, conforme as teorizações de Roger Chartier e Raoul Girardet, respectivamente. Objetivando entender como se deu a construção deste mito e em prol de quais pautas ele fora utilizado no jornal, concluiu-se que o mito Ferrer foi fundamental na expansão do discurso anticlerical do periódico, servindo especialmente à luta em prol de um projeto anticlerical e libertário de sociedade que deixou frutos concretos, como as Escolas Modernas N.1 e N.2 de São Paulo, aos moldes da iniciativa de Ferrer em Barcelona.