Capital cultural e consumo de status na classe média brasileira
O crescimento de países em desenvolvimento e a ascensão social de parte da sua população colocaram a classe média em evidência mundial. E as consequências sociais do consumo de status da classe média resulta em um rico debate teórico. Diante deste contexto, este estudo teve como objetivo identificar...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Lavras (UFLA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFLA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufla.br:1/11023 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufla.br/handle/1/11023 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Economia do Consumidor Consumo de status Capital cultural Classe média Classes sociais Status consumption Cultural capital Middle class Social classes |
| Sumario: | O crescimento de países em desenvolvimento e a ascensão social de parte da sua população colocaram a classe média em evidência mundial. E as consequências sociais do consumo de status da classe média resulta em um rico debate teórico. Diante deste contexto, este estudo teve como objetivo identificar a influência do capital cultural sobre os padrões de consumo de status da classe média brasileira. A pesquisa tem caráter qualitativo e descritivo e foi realizada via três grupos de foco e 18 entrevistas individuais semiestruturadas com integrantes das classes B e C e, para a análise dos dados, utilizou-se a análise de conteúdo categorial temática. Dentre as principais conclusões destaca-se que a classe C (a chamada “nova classe média”) não aparenta ter condições para ser considerada classe média do ponto de vista do consumo. Trata-se de pessoas que sofrem com as dívidas, com limitações até mesmo no nível do consumo funcional e sonha em ser, verdadeiramente, classe média. A aquisição de algum eventual item de consumo conspícuo não lhe confere status, pois o seu consumo é incompleto, destoa e, por vezes, causa mais constrangimento do que status. Identificou-se, portanto, que o turning point do consumo de status brasileiro aparenta acontecer a partir da classe B (ou classe média tradicional). Ao comparar, especificamente, grupos de diferentes níveis de capital cultural da classe B, a pesquisa concluiu que há inúmeras diferenças no consumo de status entre pessoas de alto e de baixo capital cultural; a distinção se processa, nitidamente, em alguns campos sociais de consumo e, em outros, a diferenciação é bastante sutil. Resumidamente, pessoas de baixo capital cultural buscam status, valendo-se de recursos materiais enquanto pessoas de alto capital cultural se diferenciam via recursos intelectuais. Quanto à influência da cultura global do consumo, verificou-se que ela é ampla e indistinta, tanto para pessoas de alto quanto de baixo capital cultural. Porém, as diferenças são bastante perceptíveis em viagens internacionais: no interesse e planejamento da viagem, na escolha dos destinos, na programação e na interação com os estrangeiros. Simplificadamente, a distinção ocorre via o domínio de outro idioma e a adesão aos pacotes turísticos. Este trabalho buscou, também, propor um critério de avaliação do capital cultural na sociedade brasileira que, combinado com uma classificação econômica, levaria a uma classificação social mais adequada. Os resultados demonstram que diversos itens não devem ser incluídos, bem como apresentam aqueles úteis e o critério de avaliação. |
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