Percursos neurobiológicos do processo de decision-making: o papel das emoções no comportamento humano

Este artigo visa a defender a significação de algumas hipóteses neurobiológicas — acerca das relações dos raciocínios morais com as emoções — que se propõem depreender um caminho privilegiado para a compreensão objetiva e em bases causais do comportamento humano e do percurso neural que envolve o pr...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Almada, Leonardo Ferreira
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2010
País:Brasil
Recursos:Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas)
Repositório:Psicologia em Revista (Online)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.pucminas.br:article/866
Acesso em linha:https://periodicos.pucminas.br/psicologiaemrevista/article/view/P.1678-9563.2010v16n1p199
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Neurociência afetiva
emoções e raciocínios morais
processos emocionais e cognitivos
neuroética
Epistemologia das Neurociências.
Descrição
Resumo:Este artigo visa a defender a significação de algumas hipóteses neurobiológicas — acerca das relações dos raciocínios morais com as emoções — que se propõem depreender um caminho privilegiado para a compreensão objetiva e em bases causais do comportamento humano e do percurso neural que envolve o processo de decision-making. Ao mesmo tempo, proponho defender que, se processos emocionais e processos cognitivos têm percursos neurais próprios e particulares, também é verdade que, no âmbito dos raciocínios morais e da regulação do comportamento, há uma cooperação e integração funcional significativa, a qual inviabiliza a tradicional dicotomia ou subordinação entre processos cognitivos e processos emocionais na constituição do comportamento ético. A partir de consulta bibliográfica e busca pelo sistema Medline, pretendo demonstrar certa equiparação entre a Neurociência do Comportamento e certos postulados de Aristóteles, que já defende que nem todos os atos humanos são efetivamente livres.