A velhice em Clarice Lispector e Mia Couto: questões de vida e morte em crônicas e contos selecionados

A representação da velhice é frequente na ficção de Clarice Lispector e na de Mia Couto, com narrativas e personagens marcantes. \"Feliz aniversário\" (1960), da brasileira, e \"A fogueira\" (1987), do moçambicano, são apenas dois exemplos que se destacam em um rol de textos que...

Full description

Bibliographic Details
Author: Leonardi, Carla Casarin
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2024
Country:Brasil
Institution:Universidade de São Paulo (USP)
Repository:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-22012025-130405
Online Access:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8156/tde-22012025-130405/
Access Level:Open access
Keyword:Clarice Lispector
Mia Couto
Narrativas curtas
Old age
Short stories
Velhice
Description
Summary:A representação da velhice é frequente na ficção de Clarice Lispector e na de Mia Couto, com narrativas e personagens marcantes. \"Feliz aniversário\" (1960), da brasileira, e \"A fogueira\" (1987), do moçambicano, são apenas dois exemplos que se destacam em um rol de textos que comovem e incomodam o leitor. Com um trabalho muito próprio com a palavra – seja pela sintaxe tão peculiar de uma, seja pela reinvenção vocabular de outro – citando apenas dois entre tantos aspectos textuais –, ambos os escritores dão forma à expressão da velhice de maneira muito sensível, trazendo questões relevantes para reflexão, sendo a perda da importância do idoso na família e na sociedade a mais evidente delas. O que este estudo objetiva é, com base nessa ideia inicial, analisar a velhice a partir de um recorte de narrativas curtas dos dois autores, observando pontos de contato e de afastamento entre eles. Para tanto, os textos foram escolhidos e divididos de acordo com a temática e as personagens. Dessa forma, espera-se estabelecer um olhar comparativo a fim de promover um diálogo entre a Literatura Brasileira e a Moçambicana, além de colocar em circulação diferentes repertórios de escrita sobre a velhice e seus contextos nacionais, lançando, assim, novas visadas à fortuna crítica dos dois autores