O RACISMO RELIGIOSO SOB A ÓTICA DE CERTEAU

Este artigo aborda o racismo religioso no Brasil, com ênfase na marginalização histórica das religiões de matriz africana e na persistência da discriminação mesmo em um contexto de laicização do Estado. O estudo investiga como a imposição do cristianismo como religião dominante, desde o período colo...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Silva , Gleyzer Alves e, Oliveira , Laura Beatriz Alves de
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Publicação independente
Repositorio:Scientia Generalis
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.scientiageneralis.com.br:article/663
Acceso en línea:https://scientiageneralis.com.br/index.php/SG/article/view/663
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Michel de Certeau
racismo religioso
pueblos afro-diaspóricos
laicismo
religiosidade
afro-diaspóricos
religious racism
Afro-diasporic peoples
secularism
religiosity
Descripción
Sumario:Este artigo aborda o racismo religioso no Brasil, com ênfase na marginalização histórica das religiões de matriz africana e na persistência da discriminação mesmo em um contexto de laicização do Estado. O estudo investiga como a imposição do cristianismo como religião dominante, desde o período colonial, resultou na criminalização e estigmatização dessas tradições religiosas, refletindo dinâmicas de exclusão que ainda se manifestam na contemporaneidade. O objetivo é analisar o fenômeno do racismo religioso à luz da teoria de Michel de Certeau, utilizando os conceitos de estratégia e tática para compreender as formas de dominação e resistência no campo religioso brasileiro. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa por meio de uma revisão bibliográfica, fundamentando-se em obras teóricas, legislações e artigos científicos. A análise se concentra em como as estratégias institucionais impuseram um modelo religioso hegemônico e de que maneira as comunidades afro-diaspóricas desenvolveram táticas de resistência, como o sincretismo religioso e a ressignificação de símbolos cristãos. Os resultados demonstram que, apesar da laicização do Estado, práticas de racismo religioso ainda se perpetuam, limitando a liberdade de culto e reforçando desigualdades históricas. As religiões afro-brasileiras continuam enfrentando estigmatização, mas resistem por meio da adaptação e reafirmação de sua identidade. Conclui-se que a luta contra o racismo religioso exige não apenas o reconhecimento das desigualdades impostas historicamente, mas também a valorização das formas de resistência dos povos afro-diaspóricos como parte fundamental da diversidade cultural e religiosa no Brasil.