O Processo de Assentamento Rural no Baixo Jaguaribe - os Casos ...

Este trabalho trata do processo de assentamento rural no Baixo Jaguaribe, os casos Charneca em Sao Joao do Jaguaribe e Barra do Feijao em Tabuleiro no Norte-Ce, no periodo de 1995 a 2003. N Estado do Ceara, especificamente na regiao jaguaribana, o discurso da reforma agraria esteve em pauta acirrada...

Full description

Bibliographic Details
Author: Lima, Isabel Cristina
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2003
Country:Brasil
Institution:Universidade Estadual do Ceará
Repository:Repositório Institucional da UECE
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:uece.br:36503
Online Access:https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=36503
Access Level:Open access
Keyword:Baixo Jaguaribe - Ceará
Reforma agrária
Description
Summary:Este trabalho trata do processo de assentamento rural no Baixo Jaguaribe, os casos Charneca em Sao Joao do Jaguaribe e Barra do Feijao em Tabuleiro no Norte-Ce, no periodo de 1995 a 2003. N Estado do Ceara, especificamente na regiao jaguaribana, o discurso da reforma agraria esteve em pauta acirradamente nos anos 90, devido a implantacao de areas de assentamentos rurais. Esses assentamentos foram o resultado de uma luta politica de entidades governamentais e nao governamentais (Igreja Caólica, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, INCRA e outros). O estudo foi realizado por meios de documentos, relatos orais e de leituras especializadas. Sobre o processo de assentamento nessas areas, ainda em curso, os assentados recriam a forma de vida no campo frente os problemas e as esperancas por melhorias. Dentre os problemas mais comuns, o coletivo nao funciona, os assentados sao obrigados a abandonar seus lotes de terra no verao e irem trabalhar como pedreiro, servente, motoristas e outros servicos para nao passarem fome. No periodo do inverno parte do lucro fica para o atravessador que compra a producao por uma mixaria, deixando o assentado sem ter como pagar suas dividas. Apesar dos problemas existentes, muitos preferem estarem inseridos nessas areas do que fora delas. Trabalhar na terra para um padrao, dizem ser pior do que todos os problemas vividos nos assentamentos. Por isso, resta acreditar num bom inverno, nas promessas politicas e nas migalhas do governo.