“Tragam-me uma camisa verde”: fascismos, integralismo e a indumentária
A maneira pela qual os membros da Ação Integralista Brasileira (AIB) se apresentavam ao mundo era através de suas camisas verdes e da denominação Camisas-verdes. Ao representar e simbolizar o ideal dos integralistas, a indumentária uniformizante foi um importante recurso estético, propagandístico e...
| Author: | |
|---|---|
| Format: | master thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2025 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Repository: | Repositório Institucional da UFJF |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/18732 |
| Online Access: | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/18732 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA Ação integralista brasileira Indumentária Fascismos Estética fascista Clothing Fascisms Fascist aesthetics |
| Summary: | A maneira pela qual os membros da Ação Integralista Brasileira (AIB) se apresentavam ao mundo era através de suas camisas verdes e da denominação Camisas-verdes. Ao representar e simbolizar o ideal dos integralistas, a indumentária uniformizante foi um importante recurso estético, propagandístico e fomentador de agregação e engajamento ao projeto nacionalista de Plínio Salgado, que se espalhou por todo o Brasil na década de 1930. Em consonância com os chamados shirt-movements, os Camisas-verdes se viam como parte de um fenômeno transnacional, em que havia a comunhão não só de ideias, como também de práticas. Partindo dessas questões, a pesquisa tem por objetivo investigar as camisas verdes, o uniforme oficial integralista, buscando compreendê-lo como um instrumento moral, doutrinário e revolucionário, assimilando a forma que homens, mulheres e crianças eram vestidos para externalizar os pressupostos do movimento – ordem e disciplina como também Deus, pátria e família. Aliado a isso, pretende-se analisar o uniforme sob a perspectiva do fascismo transnacional e da estética fascista, ferramentas essenciais ao considerar as expressões visuais, ritualísticas e ideológicas do integralismo. |
|---|