A promoção da cultura e da língua chinesa no Brasil: uma ponte entre dois países
Neste estudo, exploramos a promoção do ensino de Chinês como Língua Estrangeira (ChLE) e da cultura chinesa no Brasil, destacando a relação sino- brasileira e o papel de agentes glotopolíticos chineses no país. A partir de uma perspectiva de Política Linguística (Zhou, 2000; Zhou; Ross, 2004; Spolsk...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | tese |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal Fluminense (UFF) |
| Repositório: | Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:app.uff.br:1/40132 |
| Acesso em linha: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/40132 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Glotopolítica Língua chinesa Soft Power Instituto Confúcio Política linguística Glotopolitical Approach Chinese Language Confucius Institute |
| Resumo: | Neste estudo, exploramos a promoção do ensino de Chinês como Língua Estrangeira (ChLE) e da cultura chinesa no Brasil, destacando a relação sino- brasileira e o papel de agentes glotopolíticos chineses no país. A partir de uma perspectiva de Política Linguística (Zhou, 2000; Zhou; Ross, 2004; Spolsky, 2014; Li; 2019), e da experiência da autora como aluna e professora de ChLE, abordamos os conceitos de soft power e de cultura (Nye; Wang, 2023; Becard; Menechelli Filho, 2019; Laraia, 2002) para investigar a ênfase crescente colocada na cultura como um instrumento de influência na aprimoração de uma imagem do país e analisar a como se dão as políticas praticadas por agentes glotopolíticos chineses que promovem o ChLE, contribuindo para a construção de uma imagem positiva. Para alcançar esse objetivo, por meio de revisão bibliográfica e análise documental, foi necessário: (i) apresentar o contexto multilíngue chinês e a reforma linguística que instituiu o mandarim padrão como língua oficial; (ii) examinar o desenvolvimento da relação sino-brasileira; e (iii) identificar os principais agentes glotopolíticos chineses no Brasil, com maior atenção para as regiões do Rio de Janeiro e de Brasília, e com destaque para o Instituto Confúcio e os eventos abertos à comunidade externa. As iniciativas de promoção de ChLE dentro de escolas públicas de ensino médio e de universidades brasileiras são viabilizadas por meio de parcerias firmadas com instituições educacionais chinesas, e refletem o esforço empenhado na construção do soft power cultural chinês. Ao analisar o fortalecimento das relações sino- brasileiras ao longo dos anos e as ações glotopolíticas chinesas, apontamos o significativo aumento da divulgação e da demanda por ensino de ChLE no contexto brasileiro, refletido pela crescente oferta de cursos e de eventos. Destacamos que a atuação de agentes chineses como porta-vozes em espaços institucionais e a popularidade da cultura e da língua chinesa contribuem para difundir uma imagem positiva da China e para estreitar os laços que vêm sendo edificados entre os países. |
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