Os labirintos da história em Blow-up: uma metáfora epistemológica da filosofia de Nietzsche

O filme Blow-up desloca os seus espectadores para uma situação de aporia: nossos sentidos são capazes de apreender o real tal como ele é, ou, pelo contrário, falseiam a realidade? O nosso conhecimento do mundo possibilita somente uma percepção limitada e carregada de valores? Este relativismo acompa...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Masuda, Fábio Takao
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-30092019-171025
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-30092019-171025/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Blow-up
Nietzsche
Teoria da história
Theory of history
Descrição
Resumo:O filme Blow-up desloca os seus espectadores para uma situação de aporia: nossos sentidos são capazes de apreender o real tal como ele é, ou, pelo contrário, falseiam a realidade? O nosso conhecimento do mundo possibilita somente uma percepção limitada e carregada de valores? Este relativismo acompanhou o debate acerca da epistemologia e as ciências ao longo do tempo e passou por um afunilamento agudo na contemporaneidade. Para lançar luz sobre o tema, Nietzsche é um autor privilegiado e incontornável no sentido de elaborar uma perspectiva a respeito do conhecimento histórico. Ao mesmo tempo, Blow-up é uma metáfora epistemológica da filosofia nietzscheana. Logo, essa relação entre ficção, história e filosofia vai muito além do mero espelhamento e incide diretamente na maneira que se compreende as condições metodológicas e teóricas de pesquisa do historiador e, por conseguinte, da escrita da história.