Arquitetura moderna brasileira em Porto Alegre : sob o mito do "gênio artístico nacional"

A Tese recupera as três décadas que concentraram a arquitetura moderna produzida em Porto Alegre, a partir de sua introdução na cidade, no final dos anos quarenta. Examina a experiência local contextualizada na produção brasileira, dividida entre adotar acriticamente o modelo hegemônico, cujo requis...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Luccas, Luis Henrique Haas
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2004
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:português
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/198707
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/198707
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Arquitetura moderna : Porto Alegre (RS)
Cidades : Porto Alegre (RS)
Brutalismo arquitetonico
Escola Carioca
Arquitetura moderna : História : Século XX
Modern architecture in Porto Alegre
Rio de Janeiro School
São Paulo School
National artistic genius
Descrição
Resumo:A Tese recupera as três décadas que concentraram a arquitetura moderna produzida em Porto Alegre, a partir de sua introdução na cidade, no final dos anos quarenta. Examina a experiência local contextualizada na produção brasileira, dividida entre adotar acriticamente o modelo hegemônico, cujo requisito essencial seria a “expressão nativa”; ou assumir as diferenças regionais existentes, propondo uma alternativa distinta daquela identificada com o “gênio artístico nacional” proposto por Lucio Costa. Aquele modelo derivava em parte do nacionalismo subjacente à arquitetura moderna brasileira da fase inicial, cujo protagonismo coube à Escola Carioca; o que também ocorreu em menor grau no momento seguinte, quando a Escola Paulista assumiu a posição referencial. No sentido transversal da narrativa, a abordagem procura reavaliar os méritos e reveses das experiências local e brasileira, expondo os problemas derivados da visão hegemônica imposta, que atribuiu ao “gênio nativo” um dom artístico brasileiro inato e uma capacidade de improviso passíveis de superar deficiências formativas históricas. Essas qualidades supostamente resultariam na predisposição da arquitetura moderna brasileira para o “livreformismo” e a habitual insubordinação à regras e prescrições, características que a arquitetura produzida em Porto Alegre não apresentava. Em última análise, a Tese defende a premissa de que o êxito da arquitetura moderna brasileira foi responsável pelo triunfo da exceção como regra. Um fato que penalizou a necessária disciplina projetual e consequente produção da arquitetura brasileira “média” que compõe o tecido urbano, prejudicando o próprio prosseguimento daquela experiência exemplar através da valorização excessiva do “gênio artístico” com suas obras de exceção correspondentes.