Homo(lesbo)erotismo e literatura, no Ocidente e em Portugal: Safo e Judith Teixeira

É na Grécia, no século VII a.C., que surge uma mulher-escritora pioneira, Safo (a “mãe” da poesia feminina), inscrevendo o seu discurso poético-amoroso dirigido a outras mulheres. Passados muitos séculos, é só no começo do século XX que surgirá em Portugal outra escritora, Judith Teixeira, que tenta...

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Detalhes bibliográficos
Autores: da Silva, Fabio Mario, Vilela, Ana Luísa
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2011
País:Brasil
Recursos:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Repositório:Navegações (Online)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:ojs.revistaseletronicas.pucrs.br:article/9442
Acesso em linha:https://revistaseletronicas.pucrs.br/navegacoes/article/view/9442
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Judith Teixeira
Safo
Discurso amoroso
Descrição
Resumo:É na Grécia, no século VII a.C., que surge uma mulher-escritora pioneira, Safo (a “mãe” da poesia feminina), inscrevendo o seu discurso poético-amoroso dirigido a outras mulheres. Passados muitos séculos, é só no começo do século XX que surgirá em Portugal outra escritora, Judith Teixeira, que tentará ultrapassar o conservadorismo nacional, cultivando uma linguagem “sáfica” e rompendo assim os paradigmas impostos à literatura de autoria feminina em Portugal. O nosso objetivo é analisar como ambas essas poéticas, de séculos tão distantes, representam o amor feminino (heterossexual e homossexual), num diálogo greco-lusitano. Para tal, faremos ainda algumas considerações em torno do discurso sobre a história da homossexualidade (focando o lesbianismo) na Europa, revisitando noções herdadas da perspectiva masculina.