O homem e o desenvolvimento humano nos discursos de Aristóteles e John Dewey

O movimento de revisão da teoria aristotélica desencadeado no século XX afastou Aristóteles de interpretações teológicas até então hegemônicas, permitindoo surgimento de investigações que relacionam a sua filosofia com as ideias de pensadores que o sucederam, como é o caso de John Dewey. Considerand...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Andrade, Erika Natacha Fernandes de [UNESP]
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/115663
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/115663
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Aristoteles
Dewey, John 1859-1952
Educação
Analise retorica
Education
Descripción
Sumario:O movimento de revisão da teoria aristotélica desencadeado no século XX afastou Aristóteles de interpretações teológicas até então hegemônicas, permitindoo surgimento de investigações que relacionam a sua filosofia com as ideias de pensadores que o sucederam, como é o caso de John Dewey. Considerando que esse tema ainda requer aprofundamentos, em especial quanto às bases psicológicas que sustentam os dois filósofos, o presente trabalho focaliza o conceito de homem e de desenvolvimento humano nos discursos de Aristóteles e Dewey. Esta investigação utiliza a análise retórica oriunda de Chaïm Perelman, buscando compreender as estratégias argumentativas utilizadas pelos dois autores (definidos como oradores) para persuadir seus leitores (definidos como auditório).Foram examinados os escritos da maturidade de Aristóteles e vários textos de Dewey, a maioria deles elaborados durante o período em que o autor trabalhou em Chicago e Columbia. Os resultados da pesquisa estão organizados em quatro capítulos, sendo o primeiro deles referente às definições aristotélica e deweyana de ser humano; a análise utiliza o conceito de dissociação de noções. O segundo capítulo discorre sobre o processo de formação e desenvolvimento do homem, utilizando para isso a conceituação de metáfora. O terceiro discute o contexto propício à formação e ao desenvolvimento humano, recorrendo à noção de filosofia prática. O último capítulo apresenta a linguagem e os acordos linguísticos como fatores causais da definição de homem e da promoção do desenvolvimento humano. Todos os capítulos discutem a relação entre discurso e auditório em cada um dos filósofos. A conclusão defende que as semelhanças entre Aristóteles e Dewey são mais significativas do que as suas diferenças, especialmente porque ambos adotam concepções contrárias ao transcendentalismo, o que fica evidente em suas teorizações sobre a linguagem ...