Ecologia e análises morfométricas de abelhas Euglossini (Hymenoptera, Apidae) provenientes do Parque Estadual Morro do Diabo, Teodoro Sampaio - SP e Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, Apiaí - SP
As abelhas da tribo Euglossini estão distribuídas exclusivamente na região Neotropical e são consideradas polinizadores importantes em florestas tropicais e subtropicais, principalmente por possuírem alta capacidade de sobrevoar longas distâncias. Visto que as abelhas são os principais responsáveis...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-04102023-074900 |
| Acesso em linha: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59131/tde-04102023-074900/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Assimetria flutuante Euglossa pleosticta Euglossini tribe Eulaema nigrita Fluctuation asymmetry Geometric morphometry Modularidade Modularity Morfometria geométrica Tribo Euglossini |
| Resumo: | As abelhas da tribo Euglossini estão distribuídas exclusivamente na região Neotropical e são consideradas polinizadores importantes em florestas tropicais e subtropicais, principalmente por possuírem alta capacidade de sobrevoar longas distâncias. Visto que as abelhas são os principais responsáveis pela polinização das angiospermas, é imprescindível sua preservação. No entanto, uma grande preocupação atual é com a perda da diversidade de abelhas, a qual pode ser contabilizada em espécies utilizadas na Apicultura e Meliponicultura, sendo assim, é provável que a diversidade de abelhas nativas não reconhecida possa estar sendo dizimada antes mesmo de serem catalogadas. Diante disso, para realização do nosso trabalho foram escolhidas duas unidades de conservação, o Parque Estadual Morro do Diabo (PEMD) e o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), ambos representados por Mata Atlântica, os quais até o momento não haviam sido amostrados sobre a diversidade da fauna de abelhas Euglossini. Além disso, propomos um estudo geral sobre a ecologia e a avaliação da variabilidade morfológica de abelhas, tendo como objetivos: estimar a abundância e a riqueza das abelhas Euglossini; Realizar uma avaliação morfológica das populações de Eulaema nigrita amostradas em ambos os parques e de Euglossa pleosticta proveniente do PEMD, utilizando ferramentas de morfometria geométrica, assimetria flutuante e o teste de hipótese de modularidade. Amostragens mensais foram realizadas durante 1 ano em ambos os parques. Em laboratório, os indivíduos foram identificados e assim análises ecológicas e morfométricas foram realizadas. Para as análises morfométricas, o padrão de venação das asas foi utilizado como subsídio para diferenciação de grupos e avaliação de diversidade morfológica. Foram coletados 747 indivíduos, sendo 719 do PEMD, representados por 12 espécies, pertencentes a 4 gêneros e apenas 28 indivíduos do PETAR, principalmente devido a interferências climáticas durante as amostragens, sendo representados por 5 espécies, pertencentes a 3 gêneros. Quanto a avaliação morfológica das asas da espécie Euglossa pleosticta, 350 espécimes foram avaliados e encontramos presença significativa de variação individual, assimetria direcional (AD) e assimetria flutuante (AF). Com relação a modularidade nas asas, verificamos a presença de módulos de desenvolvimento separados para o nível de variação individual. Além disso, através do estudo populacional utilizando a análise de morfometria geométrica obtivemos uma tendência a separação dos indivíduos em dois grupos, os quais eram condizentes com as estações climáticas em que passaram por seu período de ontogenia. Nas análises com a espécie Eulaema nigrita não encontramos diferenciação morfológica entre as populações das duas localidades, diante disso, é provável que o fluxo gênico dessas abelhas entre diversos ambientes seja mantido. Porém, houve presença significante de variação individual, AD e AF nas populações de ambos os parques, no entanto, as maiores taxas foram apresentadas na população do PETAR, provavelmente devido estarem expostas a temperaturas mais baixas durante seu período de ontogênese, provocando maiores instabilidades de desenvolvimento. As ferramentas morfométricas utilizadas foram eficientes para realizar as análises de variabilidade populacional, modularidade e para diagnosticar diferenças bilaterais nas asas das espécies analisadas. Concluímos também que o estudo da forma realizado em nosso trabalho pode colaborar em pesquisas futuras sobre a suscetibilidade dessas espécies perante possíveis mudanças na qualidade ambiental desses locais, além de poder colaborar com os programas de conservação dos polinizadores. |
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