Multidões transviades: a encruzilhada de saberes, narrativas e localizações de gêneros

O sistema-mundo, como um complexo de sistemas aglomerados e construídos pela lógica das monoculturas, afeta todas as dimensões sociais a partir de múltiplas formas de dominação, exploração e hierarquização, categorizando entre normal e anormal às pessoas-sujeitos. Tais efeitos da colonização, como f...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Lima, Suome Matheus Vilela de [UNESP]
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/238873
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/11449/238873
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Subjetividade
Pessoas transgênero
Decolonialidade
Subjectivity
Transgender
Decoloniality
Descrição
Resumo:O sistema-mundo, como um complexo de sistemas aglomerados e construídos pela lógica das monoculturas, afeta todas as dimensões sociais a partir de múltiplas formas de dominação, exploração e hierarquização, categorizando entre normal e anormal às pessoas-sujeitos. Tais efeitos da colonização, como formas de aniquilamento, operam nos modos de subjetivações das corporalidades, acarretando formas de habitações e de percepções específicas de mundo, tais como nos âmbitos político, epistêmico, econômico, espiritual, linguístico, sexual, familiar, estatal e racial. Em contrapartida desses modos normalizadores, ainda que sejam enunciados, constrói-se um mapeamento dos modos desejantes e das potências que compõem às narrativas transmasculinas binárias e não binárias. Nesse sentido, a fundamentação teórica rizomática dispõe de composições que conectam diversas autorias e saberes comunitários, gerando padrões e distanciamentos acerca das experiências no que tange os processos de subjetivações a partir do gênero com suas interseccionalidades, focando em como esses processos produzem narrativas e discursos. Com as narrativas produzidas por masculinidades periféricas, transvestigêneres, ao ampliá-las e amplificá-las, aposta-se na potência das narrativas fracassadas e monstruosas em relação ao sistema-gênero, da necessidade de ficcionar e friccionar as percepções de mundo, das autoexperimentações da borda de mundo. A partir de discussões acerca das performances narrativas não-monogâmicas e de gêneros, tece sobre fios de sentido, analisando e conceituando às experiências de temporalidades, transreconhecimentos e euforias/cisforias de gênero. Com tais fios de sentido, é possível afirmar e produzir outras formas de habitação, subjetividades e narrativas, na qual as multidões transviades estão localizadas na potência da mutação.