Efeito da fragmentação florestal na infestação por carrapatos (Acari: Ixodidae) em aves e infecção de carrapatos por Rickettsia spp no Pontal do Paranapanema, SP
A fragmentação do habitat causa a redução na diversidade de espécies, afetando as relações entre os hospedeiros vertebrados e os parasitos. Neste estudo se verificou se o tamanho do fragmento florestal influencia a diversidade das aves silvestres o que poderia afetar a prevalência dos carrapatos nas...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2009 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-10122009-114739 |
| Acesso em linha: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10134/tde-10122009-114739/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Rickettsia Aves Birds Carrapatos Fragmentação Fragmentation. Atlantic Forest Mata Atlântica Ticks |
| Resumo: | A fragmentação do habitat causa a redução na diversidade de espécies, afetando as relações entre os hospedeiros vertebrados e os parasitos. Neste estudo se verificou se o tamanho do fragmento florestal influencia a diversidade das aves silvestres o que poderia afetar a prevalência dos carrapatos nas aves. As aves foram capturadas através de redes de neblina em 12 áreas florestais: quarto fragmentos pequenos (80-140 ha); quatro grandes (480-1850 ha) e quatro controles, no Parque Estadual Morro do Diabo (~36000 ha). Adicionalmente foram coletados também carrapatos de vida livre através de arrasto com a flanela branca ao longo de trilhas. A infecção de carrapatos por riquétsias foi avaliada atrvés de PCR. No total foram capturadas 1745 aves representando 80 espécies de 24 famílias. 223 (13%) das aves foram encontradas parasitadas por formas imaturas de carrapatos: 1800 larvas e 539 ninfas. A espécie mais comum parasitando aves foi Amblyomma nodosum. Outras espécies: Amblyomma coelebs, Amblyomma cajennense, Amblyomma ovale, Amblyomma longirostre, Amblyomma calcaratum, e Amblyomma naponense foram achados nas aves esporadicamente. Entre os carrapatos de vida livre, A. cajennense foi a espécie mais comum, seguindo A. coelebs, A. naponense, Amblyomma brasilense e Haemaphysalis juxtakochi. De dois carrapatos A. nodosum foram isoladas bactérias do gênero Rickettsia em células Vero. Os isolados foram caracterizados por PCR e os fragmentos dos genes gltA, htrA sequenciados, e quando possível ompA e ompB. Um isolado foi identificado como Rickettsia bellii e o segundo, como R. parkeri. Dos 174 A. nodosum testados para a presença de riquétsia, 41 (23.6%) foram infectados por R. parkeri e 10 (5.7%) por R. bellii. A diversidade de aves era maior em áreas do controle, mas varias espécies as aves e também dos carrapatos responderam ao fragmentaço em modo diferente. A. nodosum parasitando as aves era mais abundante em áreas pequenas, enquando A. cajennense encontrado nas aves e em vida livre, era mais abundante em áreas do controle e em áreas grandes. Essas differencias de occorencia dos carraptos podem ser relacionadas com a abundância dos hospedeiros principais e fatores ambientais como temperatura e humidade nas áreas amostradas. Isso é um resultado da fragmentação do habitat que ilustra a falta de equilíbrio entre relações de parasitos, hospedeiros e ambiente. |
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