Identificação de depósitos tecnogênicos no reservatório Santa Bárbara, Pelotas (RS)
Os depósitos tecnogênicos constituem-se como testemunhos materiais de ambientes antropizados e podem resultar de processos naturais modificados pelas formas de apropriação do espaço como, por exemplo, o assoreamento de corpos d’água produzido pelo Uso e Ocupação do Solo. A originalidade destes depós...
| Author: | |
|---|---|
| Format: | master thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2006 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repository: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/7780 |
| Online Access: | http://hdl.handle.net/10183/7780 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Geografia física Pelotas (RS) Geografia ambiental Depósitos tecnogênicos |
| Summary: | Os depósitos tecnogênicos constituem-se como testemunhos materiais de ambientes antropizados e podem resultar de processos naturais modificados pelas formas de apropriação do espaço como, por exemplo, o assoreamento de corpos d’água produzido pelo Uso e Ocupação do Solo. A originalidade destes depósitos e sua época de ocorrência caracterizam um tempo geológico distinto, definido ainda informalmente por vários autores, de Tecnógeno ou Quinário. O principal objetivo deste trabalho é analisar as influências da ação humana na formação e constituição dos depósitos derivados do assoreamento, no Reservatório Santa Bárbara, localizada no município de Pelotas, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Para isto, foram feitos dois Mapas de Uso e Ocupação do Solo da bacia hidrográfica deste Reservatório, através de Classificação Supervisionada de imagem orbital, referente a duas épocas (1988, 2002). Esta classificação, através da quantificação de áreas, permitiu verificar mudanças espaço-temporais nas Classes mapeadas. Assim, em 1988, as Classes de Uso (Cobertura Vegetal: Mata e Campo) somavam 9903,6 hectares e, em 2002, 8313,2 hectares; e, as Classes de Ocupação (Área Urbanizada e Agricultura), 3242,3 hectares em 1988 e 4698,9 hectares no ano de 2002. Também foram realizadas análises de laboratório da coluna estratigráfica dos depósitos, a partir da coleta de testemunhos geológicos em áreas recentes de assoreamento, para obtenção da coloração dos grãos, de parâmetros texturais, da concentração de matéria orgânica, identificação de artefatos humanos e concentração de metais pesados (Pb, Cu, Cr, Zn). Os parâmetros texturais, associados à presença de artefatos humanos permitiram, em conjunto, verificar registros tecnogênicos nos testemunhos e, delimitar fases de menor e maior antropização. A concentração dos metais pesados nos sedimentos, associada aos Mapas de Uso e Ocupação, possibilitou diagnosticar o enriquecimento de, principalmente, Pb e Zn, seguido do Cu e Cr, embora com um Índice de Geoacumulação de Classe 1, ou seja, pouco a moderadamente poluídos. Este parâmetro, associado aos sedimentares, contribui para identificação destes depósitos como tecnogênicos e, do moderado risco que representa à qualidade da água do Reservatório Santa Bárbara. Todos estes elementos tornaram possível a classificação destes depósitos como “depósitos tecnogênicos induzidos sedimentares estratificados aluviformes de ambiente urbano e também rural”. |
|---|