Assistência pré-natal pela perspectiva de puérperas com diagnóstico de sífilis na gestação

Introdução: O diagnóstico da sífilis durante a gestação é crucial para realizar o tratamento adequado da gestante e de sua parceria sexual, com o intuito de prevenir a transmissão vertical. Nesse sentido, a assistência da gestante quanto à organização do pré-natal e à educação em saúde são essenciai...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Rosa, Izabella Rodrigues
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/296661
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/296661
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Sífilis
Sífilis congênita
Cuidado pré-natal
Educação em saúde
Enfermagem obstétrica
Syphilis
Syphilis, congenital
Prenatal care
Health education
Obstetric nursing
Sífilis congénita
Atención prenatal
Educación en salud
Enfermería obstétrica
Descripción
Sumario:Introdução: O diagnóstico da sífilis durante a gestação é crucial para realizar o tratamento adequado da gestante e de sua parceria sexual, com o intuito de prevenir a transmissão vertical. Nesse sentido, a assistência da gestante quanto à organização do pré-natal e à educação em saúde são essenciais para aprimorar estratégias de prevenção, diagnóstico, e tratamento adequado em até trinta dias antes do parto, a fim de encerrar o ciclo infeccioso e consequentemente proporcionar a proteção fetal. Objetivo: Analisar a assistência pré-natal a partir da perspectiva de puérperas com diagnóstico de sífilis na gestação. Método: Pesquisa transversal retrospectiva, realizada em hospital universitário, com uso de dados secundários de um projeto matriz aprovado sob o CAAE nº 53415321.1.0000.5327. Amostra por conveniência, constituída por puérperas que tiveram diagnóstico de sífilis no pré-natal e realizaram tratamento completo ou não antes do parto realizado na referida instituição de saúde entre 1º de novembro de 2023 e 31 de agosto de 2024. Dados analisados por estatística descritiva e inferencial. Resultados: Foram incluídas 119 puérperas diagnosticadas com sífilis durante a gestação, com idade de 26,2 (DP=5,2) anos, raça/cor branca (49,6%) e onze anos de estudo (62,2%). Na perspectiva das puérperas, a organização do pré-natal quanto ao acompanhamento, agendamento e tempo de espera para as consultas foi considerada “boa”, com 87,4% realizando no mínimo seis consultas. Do total da amostra, 78,2% das puérperas receberam orientações gerais sobre sífilis. Ao serem questionadas sobre a temática de sífilis, as puérperas não souberam responder adequadamente quanto à: definição de sífilis (40,3%), consequência da sífilis materna e fetal (40,3%), transmissão vertical (47,1%,), sífilis congênita (46,2%). Em relação ao tratamento, 85,7% puérperas completaram o esquema em até trinta dias antes do parto e 64,6% das parcerias sexuais não foram tratadas. Quanto ao desfecho materno, 93,8% das puérperas que responderam adequadamente sobre tratamento, sendo que destas 57,5% não tiveram redução em duas titulações de Venereal Disease Research Laboratory (VDRL) no momento do parto quando comparado ao VDRL no pré-natal (p=0,047). Dos recém-nascidos, 68,1% tiveram VDRL reagente e necessitaram de internação hospitalar para tratamento da sífilis congênita. Conclusão: Ainda que as puérperas tenham considerado como “boa” a organização do pré-natal, carecem do entendimento das orientações gerais sobre sífilis, o que, somado à alta taxa de parcerias sexuais não tratadas, pode ser fator causal para manutenção da infecção. Diante disso, implementar estratégias mais eficazes torna-se fundamental, como a realização de ações educativas direcionadas e a inclusão mais ampla das parcerias sexuais no pré-natal, a fim de prestar uma assistência mais efetiva para a redução da incidência da sífilis gestacional e congênita.