O homem que domou a fábrica: inovação e contexto na obra de João Filgueiras Lima, o Lelé
O presente artigo visa situar a obra do arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé (1932-2014) quanto à inovação na tecnologia construtiva e na preparação de palco e co-desenvolvimento fundamentais para a mesma. Onde existe uma trama de ações e iniciativas, as inovações são incrementais beiram o anonima...
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| Formato: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFBA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufba.br:ri/32614 |
| Acesso em linha: | http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/32614 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Architects - Bahia (Brazil : State) Architecture - Design and construction Architecture, Modern - Brazil Arquitetos - Bahia Arquitetura moderna - Brasil Arquitetura - Projetos e construção |
| Resumo: | O presente artigo visa situar a obra do arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé (1932-2014) quanto à inovação na tecnologia construtiva e na preparação de palco e co-desenvolvimento fundamentais para a mesma. Onde existe uma trama de ações e iniciativas, as inovações são incrementais beiram o anonimato; onde é rarefeita, os avanços se concentram em poucos indivíduos, excepcionais pela dedicação, concentrando em si o conhecimento. Lelé não adota a pré-fabricação premido pela economia como necessidade intra-organizacional ou pela expectativa de lucros, mas em um “salto de fé”: na crença nas vantagens da tecnologia para os demais (sociedade, usuários, etc.). Lelé adotou e perseguiu a pré-fabricação em todas as oportunidades, desenhando seu papel na cadeia produtiva. Sua trajetória é uma contínua e concomitante série de refinamentos, das quais analisamos aquela que parte da racionalização, para a pré-fabricação no canteiro, depois em fábrica, até a absorção da produção total do edifício. O percurso se deu assimilando tecnologia em “saltos” tecnológicos: do concreto armado à pré-fabricação pesada, desta à pré-fabricação leve em argamassa armada, à metalurgia pesada. Essa trajetória se deu em um cenário de atraso tecnológico, com apoio de indivíduos notáveis e esforços individuais para assimilar processos tecnológicos distantes, sem a colaboração difusa e estrutural de outros ramos tecnológicos, cenário que o próprio arquiteto reconheceu. Seus edifícios, a tecnologia que desenvolve e as fábricas que cria se dão condicionados pelas circunstâncias daquela malha de iniciativas e mesmo forçando-a em uma direção, reorganizando as forças produtivas ao seu redor, formando mão-de-obra qualificada, esforço que tende a se perder por não haver as cadeias para aproveitarem suas inovações. Ainda assim, e com limitações como a modulação, o sistema construtivo enxuto, a centralização da produção; o programa altamente especializado, obtém resultados de uma sofisticação formal e elegância absolutamente raros na história da pré-fabricação. |
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