O Piauí e suas capitais: paisagens no plural, de Oeiras à Teresina (1761-1852)

O processo de formação e urbanização do Piauí teve início no final do século XVII com a expansão da economia do criatório e a consolidação de uma ampla rede de fazendas distribuídas entre rios, ribeiras e serras. Zona articuladora de encontros culturais e trocas entre dois Brasis - o Estado do Grão...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Souza Junior, Wilmar Moura de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-22052025-102537
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-22052025-102537/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Arqueologia da paisagem
História da Urbanização
Landscape archaeology
Oeiras
Piauí
Teresina
Urban History
Descripción
Sumario:O processo de formação e urbanização do Piauí teve início no final do século XVII com a expansão da economia do criatório e a consolidação de uma ampla rede de fazendas distribuídas entre rios, ribeiras e serras. Zona articuladora de encontros culturais e trocas entre dois Brasis - o Estado do Grão Pará e Maranhão e o Estado do Brasil -, o Piauí apresenta uma diversidade de paisagens e um patrimônio cultural carente de estudos, contrariando a imagem propalada de um território vazio, seco e pobre. Este trabalho analisa o processo de construção do Piauí, com foco em suas capitais - Oeiras e Teresina -, entre a Colônia e o Império, valendo-se do campo da História da Urbanização e do Urbanismo e da abordagem metodológica em Arqueologia da Paisagem. A proposta tem recorte temporal alargado, dilatando-se da escolha de Oeiras como capital, em 1761, até a eleição da Vila Nova do Poti (depois Teresina) como nova sede administrativa da Província do Piauí (1852). Para tanto, adotamos um conjunto de escalas interdependentes para análise (Reis Filho, 1968 e Lepetit, 2001): a escala macro territorial, que permite compreender as preexistências físicas e humanas; a escala regional, que examina a rede urbana; e a escala intraurbana, que se concentra nas motivações e dinâmicas políticas envolvidas na transferência da capital de Oeiras para Teresina, em 1852. Partindo do pressuposto de que a paisagem é produto e vetor de relações sociais (Santos, 2020), o estudo examina agentes e agências na longa duração (Braudel, 2016). De caráter transdisciplinar, o estudo conecta temas da História Urbana, da Paisagem Cultural e da Cultura Material com a História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte, além da Arqueologia e da Antropologia. Seu ineditismo reside na abordagem comparativa das duas capitais do Piauí, um tema ainda pouco explorado nos estudos de história da urbanização e do urbanismo.