Arquitetura deposicional da planície costeira regressiva sob influência fluvial durante o holoceno: exemplo do litoral do Rio de Janeiro

A evolução paleogeográfica das planícies costeiras é resultado de fatores que envolvem espaço de acomodação, suprimento sedimentar, flutuações no nível do mar e a influência dos processos hidrodinâmicos costeiros, como a ação das ondas. Desta maneira, o entendimento da evolução paleogeográfica passa...

Full description

Bibliographic Details
Author: Brenny, Maria Emilia Radomski
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2021
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal Fluminense (UFF)
Repository:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:app.uff.br:1/28070
Online Access:http://app.uff.br/riuff/handle/1/28070
Access Level:Open access
Keyword:Datação por Luminescência Opticamente Estimulada (LOE)
Barreiras arenosas costeiras
Radar de Penetração do Solo (GPR)
Planície costeira
Quaternário
Geociências
Rio de Janeiro (Estado)
Optically Stimulated Luminescence (OLE) dating
Coastal sandy barriers
Ground Penetrating Radar (GPR)
Coastal Plain
Quaternary
Description
Summary:A evolução paleogeográfica das planícies costeiras é resultado de fatores que envolvem espaço de acomodação, suprimento sedimentar, flutuações no nível do mar e a influência dos processos hidrodinâmicos costeiros, como a ação das ondas. Desta maneira, o entendimento da evolução paleogeográfica passa pela análise de diferentes indicadores (multiproxy), que auxiliam na identificação dos processos físicos envolvidos, para a maior acurácia da evolução espacial e temporal. As planícies costeiras regressivas, geralmente preservam elementos morfoestratigráficos passíveis de análise em termos cronológicos, geomorfológicos e em subsuperfície e são observadas em diferentes trechos costeiros distribuídos globalmente. Na costa brasileira são presenciados no litoral sul, sudeste, nordeste e nos deltas distribuídos no leste brasileiro. O objetivo do presente trabalho foi investigar a arquitetura deposicional e a geocronologia da planície costeira localizada entre os rios Una e São João, no estado do Rio de Janeiro, considerando as flutuações do nível médio do mar durante o Holoceno e a influência de processos flúvio estuarinos na sua evolução. Foram analisados dados de geofísica rasa (GPR) e idades dos sedimentos através de datações por Luminescência Opticamente Estimulada (LOE). Na arquitetura deposicional foram identificadas quatro radarfácies em radargramas (Rf1 - Pós-praia e zona de estirâncio; Rf2 - Antepraia superior; Rf3 - Leques de transposição; Rf4 - Preenchimento de canal. A arquitetura deposicional mostrou a transição de um padrão de empilhamento retrogradacional para progradacional, com idade de 5.800 ± 750 anos, que foi associado ao Máximo Transgressivo do Holoceno (MTH). Na fase de abaixamento do nível médio do mar, o padrão progradacional ocorreu sob condições de regressão normal, onde a taxa de aporte sedimentar fluvial parece ser determinante para a progradação. Essa influência flúvio-estuarina também foi identificada a partir de refletores inclinados mostrando o preenchimento longitudinal de um paleocanal seccionando a barreira costeira. As idades LOE variaram entre 6.880 ± 630 anos a 1.940 ±180 anos, e permitiram identificar variações na velocidade de progradação da planície durante o Holoceno Superior, cujas taxas foram mais rápidas a partir de 4.500 ± 325 anos A.P. (2.2 m/ano) e mais lentas a partir de 1.940 ± 180 anos A.P. (0.37 m/ano).