“Mundo Guei” : produção caleidoscópica de homossexualidades em um dispositivo jornalístico
Este estudo tem como objeto de investigação a produção de homossexualidades no jornal vespertino Diário da Noite (DN), em especial nos textos publicados na “Mundo Guei” (assim grafado), uma coluna veiculada durante o período de outubro de 1979 a abril de 1980. Para tanto, inicialmente, foi produzida...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositório: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/19013 |
| Acesso em linha: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/19013 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | homossexualidade homoerotismo dispositivo de sexualidade homosexuality homoeroticism sexuality apparatus |
| Resumo: | Este estudo tem como objeto de investigação a produção de homossexualidades no jornal vespertino Diário da Noite (DN), em especial nos textos publicados na “Mundo Guei” (assim grafado), uma coluna veiculada durante o período de outubro de 1979 a abril de 1980. Para tanto, inicialmente, foi produzida uma narrativa ficcional dos encontros que tornaram possível a construção de um campo-tema. Este exercício resultou no desenho de estratégias metodológicas para seleção, registro, digitalização e impressão de matérias que abordam aspectos relativos à homossexualidade naquele periódico, compondo uma caixa de memórias, tratadas de forma reflexiva e implicada, porque posicionada. Foram identificadas, no total, 119 matérias, sendo as 33 publicadas na “Mundo Guei” o foco de análises. As demais 86 matérias, distribuídas em outras seções, foram incluídas como elementos enriquecedores para as análises. Do ponto de vista teórico, a partir do resgate do termo “homoerotismo”, assumimos uma perspectiva crítica à naturalização dos fenômenos “sexo”, “sexualidade” e “homossexualidade”, tomando-os como construções históricas situadas e partes de tecidos que configuram um dispositivo histórico. Em termos de análises, na trama do dispositivo de sexualidade, interrogamos as produções jornalísticas em dois níveis: (1) como as máquinas de fazer e falar, definido em função do que é visível e enunciável, operam na produção da identidade guei?; e (2) quais linhas de força tornam necessária sua produção? Para alimentar as leituras, colocamos em perspectiva as controvérsias e dissidências sexuais, os possíveis agenciamentos, as linhas de fuga que se movem em vários sentidos e escapam às normalizações. |
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