Potências e atualizações do documentário Militante em Martírio (2016)
Martírio é um documentário longa-metragem sobre a luta dos Guarani e Kaiowá pela retomada dos seus territórios sagrados, contra o poderio econômico e político do agronegócio. O documentário militante, no qual aqui se inclui Martírio, opera a serviço de alguma causa exterior ao cinema, traçando uma l...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/264029 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/264029 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Filme documentário Povos indígenas Cinema Indigenous cinema Documentary |
| Sumario: | Martírio é um documentário longa-metragem sobre a luta dos Guarani e Kaiowá pela retomada dos seus territórios sagrados, contra o poderio econômico e político do agronegócio. O documentário militante, no qual aqui se inclui Martírio, opera a serviço de alguma causa exterior ao cinema, traçando uma linha-de-fuga em relação às expectativas do cinemaespetáculo. A tese busca responder o seguinte problema: o que Martírio (2016, Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho, Tatiana Almeida), em sua potência de intervenção no conflito que tematiza, endereça à relação entre documentário e militância no Brasil? A tese faz uma fortuna crítica das discussões acerca da relação cinema e militância (Brasil, 2016a; Brenez, 2017; Cesar, 2015; 2017a; 2017b; Comolli, 2015; Daney, 2007; Getino; Solanas, 1969; Leandro, 2010) com foco para o documentário brasileiro desde a década de 1960 (Ramos, 2008; Xavier, 2001; Muniz, 1967; Ridenti, 2005; Bernardet, 1985; 1994; Cardenuto, 2007; Fontinele, 2017; Oliveira, 2019; Correa, 2015) até o contexto recente e em Martírio em particular. Os procedimentos metodológicos se ancoram principalmente na pesquisa bibliográfica e documental e na análise fílmica. São abordados principalmente: a construção do conflito no filme, sua locução, sua a montagem, seu estilo, e os circuitos acionados na ocasião de sua circulação. Analisa-se a realização da militância em Martírio através de uma série de procedimentos, dentre eles: a postura dos cineastas em campo e a voz e a escuta do filme; a construção de contranarrativas às narrativas oficiais, dos fazendeiros ou do senso comum; a apresentação pedagógica da luta e da história; a constituição de arquivo das lutas e violências; a comunicação entre os mundos indígenas e não indígena; a construção em um processo de engajamento e a decorrente abertura a outros agenciamentos a partir do filme. Uma das conclusões aventadas pelo trabalho é o deslocamento da categoria de documentário militante, historicamente lastreada na luta trabalhista, já tida também como morta, mas que se expande no contemporâneo para uma maior multiplicidade de conflitos e posicionamentos, dentre os quais, em Martírio, para – e com – a luta pela t(T)erra, pelos povos indígenas e agentes não humanos. |
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