Mapeamento geoquímico de baixa densidade por sedimentos de corrente da bacia hidrográfica do Rio Doce para definição de background multielementar
A bacia hidrográfica do Rio Doce (BHRD) é a segunda maior bacia do sudeste, em termos de tamanho e importância socioeconômica. Ela engloba um total de 228 municípios, sendo 200 deles no estado de Minas Gerais e 28 no Espírito Santo. Tem grande influência hídrica na região sudeste e corresponde à uma...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Fluminense (UFF) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:app.uff.br:1/33964 |
| Acceso en línea: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/33964 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Bacia do Rio Doce (BHRD) Background geoquímico Índices ambientais Sedimentologia Poluição ambiental em sedimento Biomonitoramento Rio Doce (MG e ES) Geoquímica Rio Doce Basin (BHRD) Geochemical background Environmental indexes |
| Sumario: | A bacia hidrográfica do Rio Doce (BHRD) é a segunda maior bacia do sudeste, em termos de tamanho e importância socioeconômica. Ela engloba um total de 228 municípios, sendo 200 deles no estado de Minas Gerais e 28 no Espírito Santo. Tem grande influência hídrica na região sudeste e corresponde à uma considerável parcela do PIB do estado de Minas Gerais. Além de sua grande relevância, essa bacia também foi palco do maior desastre ambiental da América Latina, o rompimento da barragem de Mariana em 2015. Embora esse desastre não seja objeto de estudo direto do presente trabalho, ele reforça a necessidade de estudos de background geoquímico na região. Em razão disso, o objetivo principal é definir a assinatura do background geoquímico da BHRD, caracterizando as contribuições geogênica e antrópica, ou seja, as concentrações naturais (background) e possíveis concentrações oriundas das atividades humanas. A partir dessa caracterização geoquímica, futuras contribuições antrópicas poderão ser diagnosticadas e quantificadas de forma precisa. Para alcançar tal objetivo, foram utilizadas 540 amostras de sedimentos de corrente de fração inferior a 80 mesh, coletadas entre 2009 e 2010, pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM). As amostras foram digeridas em água régia (sistema aberto) e a concentração de 52 elementos (Ag, Al, As, Au, B, Be, Bi, Ca, Cd, Ce, Co, Cr, Cs, Cu, Fe, Ga, Ge, Hf, Hg, In, K, La, Li, Mg, Mn, Mo, Na, Nb, Ni, P, Pb, Pd, Pt, Rb, Re, S, Sb, Sc, Se, Sn, Sr, Ta, Te, Th, Ti, U, V, W, Y, Zn e Zr), foram determinadas utilizando ICP-MS e ICP-OES. Para a obtenção de valores de background de todos os elementos analisados, o processamento dos resultados de cada amostra foi realizado através dos métodos geoestatísticos MAD e TIF-Box Plot, considerando as unidades geológicas. Fator de enriquecimento, fator de contaminação, índice de poluição, grau de contaminação modificado e risco ecológico potencial foram calculados considerando os seguintes elementos: Cd, Cr, Cu, Hg, Mn, Mo, Ni, Pb, Sb, U e Zn. A partir do cálculo dos valores de background e índices ambientais, foram confeccionados mapas geoquímicos para avaliar suas distribuições ao longo da BHRD. A interpretação dos mapas geoquímicos foi feita com ênfase nos onze elementos potencialmente tóxicos (EPT), de modo a comparar as concentrações obtidas com os valores contemplados na legislação ambiental brasileira. Analisando os valores de background multi-elementares e os índices ambientais principais (fator de enriquecimento, fator de contaminação, grau de contaminação modificado e risco ecológico potencial) nota-se que a BHRD contém diversas anomalias positivas, majoritariamente relacionadas a fatores geogênicos. As anomalias de Cd e Hg, cujas concentrações ultrapassaram o nível 2 estipulado pela resolução n° 454 do (Brasil, 2012), representam possíveis contaminações antrópicas. |
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