Detalhamento químico e mineralógico de rochas carbonáticas com argilominerais magnesianos na Bacia de Santos, pré-sal brasileiro

As rochas da porção SAG da Formação Barra Velha (FBV) do pré-sal brasileiro possuem um grande interesse científico e econômico quanto a sua gênese, evolução diagenética e relações entre os seus componentes mineralógicos com a formação de grandes reservatórios de hidrocarbonetos. Uma característica v...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Haubert, Thiago Friedrich
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2022
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:português
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/259315
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/259315
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Petrologia
Rochas carbonáticas
Geoquímica
Carbonatos
Argilominerais
Pré-sal
Santos, Bacia sedimentar de
XRF-TF
Pre-salt
Santos Basin
Clay minerals
Carbonates
Descrição
Resumo:As rochas da porção SAG da Formação Barra Velha (FBV) do pré-sal brasileiro possuem um grande interesse científico e econômico quanto a sua gênese, evolução diagenética e relações entre os seus componentes mineralógicos com a formação de grandes reservatórios de hidrocarbonetos. Uma característica visível destas rochas é sua organização, formadas por níveis carbonáticos e argilosos, normalmente numa sucessão de níveis milimétricos a centimétricos. Neste estudo foram selecionadas 12 amostras coletadas numa seção de 46 metros, abrangendo um intervalo a 5000 metros de profundidade de um furo de sondagem na Bacia de Santos. Adotou-se uma metodologia adaptada para a obtenção de dados texturais e composicionais de cada amostra de acordo com a sucessão dos diversos níveis ao longo da seção e que permitisse produzir dados mineralógicos e geoquímicos a partir de amostras reduzidas. O objetivo principal é investigar ao longo da seção amostrada a existência de padrões mineralógicos e geoquímicos. Ao longo da seção, a análise de detalhe estabeleceu a presença de 50 níveis agrupados em 8 diferentes litotipos que posteriormente foram analisados pela técnica do pó por difratometria de raios-x e espectrometria de fluorescência de raios-x. Os resultados mostram que os litotipos são controlados por fatores como proporção de matriz/carbonato, quantidade de minerais relíctos e modificações diagenéticas posteriores. Seis padrões mineralógicos/geoquímicos foram delimitados, entre os quais citam-se a (1) correlação positiva direta dos elementos Na, Mg, K, Fe, Al e Ti com os litotipos com maior quantidade de argilas, condizente com a presença da saponita, (2) correlação direta do Ca, Sr e Ba com os litotipos carbonáticos e (3) com exceção dos litotipos chert, a correlação Si e quartzo é fraca, demonstrando a associação do Si com outros minerais e/ou outras formas de sílica na seção. Os outros três padrões sugerem a contribuição detrítica e de organismos fósseis ou minerais diagenéticos em baixa quantidade e evidenciam a presença de níveis carbonáticos ou argilosos limitando setores nas rochas e preservando componentes durante soterramento, (4) correlação inversa de kerolita ou interstratificado kerolita-esmectita com pirita, (5) associação de Zn a peloides ou argilominerais e, (6) correlação direta de Y, Rb, Nb e Ni, assim como correlação negativa destes com Zr.