Disseminação de larvicidas por Aedes aegypti: alternativas ao piriproxifeno

Os culicídeos apresentam ampla ocorrência no mundo e desempenham papel na veiculação de patógenos aos seres humanos e aos animais. Dentre as espécies vetores, destacam-se aquelas pertencentes ao gênero Aedes, especialmente Aedes (Stegomyia) aegypti (Linnaeus 1762) (Diptera: Culicidae), principal vet...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Abreu, Gabriela Brandina Aquino de
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2023
País:Brasil
Recursos:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositório:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/71270
Acesso em linha:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/71270
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Aedes aegypti
Estação Disseminadora de Larvicida
Piriproxifeno
Espinosade
Diflubenzuron
Larvicide Dissemination Station
Pyriproxyfen
Spinosad
Descrição
Resumo:Os culicídeos apresentam ampla ocorrência no mundo e desempenham papel na veiculação de patógenos aos seres humanos e aos animais. Dentre as espécies vetores, destacam-se aquelas pertencentes ao gênero Aedes, especialmente Aedes (Stegomyia) aegypti (Linnaeus 1762) (Diptera: Culicidae), principal vetor do vírus da dengue nas américas, desta forma, o controle vetorial é fundamental para a prevenção da doença. Uma das estratégias é o uso de Estações disseminadoras de Larvicida (EDL) utilizando o piriproxifeno, implementada em diversas cidades do país nos últimos anos. O presente estudo tem como objetivo avaliar a autodisseminação de diflubenzuron e espinosade como alternativas ao piriproxifeno, no controle de formas imaturas de Ae. aegypti por meio das Estações Disseminadoras de Larvicida em condições de laboratório. Realizou-se um estudo randomizado duplo cego para cada produto através de ensaios. Foram construídas e utilizadas 10 gaiolas (1,20 x 0,90 x 30) mantidas sobre as mesmas condições de temperatura, umidade e distanciadas uma das outras a fim de evitar contaminações. Todos os dados coletados durante o andamento do projeto estão sendo registrados em planilha elaborada no programa Microsoft Excel®. Para as análises descritivas e inferenciais foi utilizado o programa R versão 4.0.3 (2020-10-10), os intervalos de confiança (IC) simples foram realizados utilizando o programa Open epi no site https://www.openepi.com/Proportion/Proportion.htm. Os resultados para mortalidade das formas imaturas expostas as moléculas foram Piriproxifeno (PPF) 67,3% (IC95%[61-72]), O Diflubenzuron (DFB) 52% (IC95%[47-56], Espinosade (SPN) 23,3% (IC95%[18-28]). As taxas de emergência para Piriproxifeno 32% (IC95%[27-38]), Diflubenzuron 47% (IC95%[43-52]) Espinosade 76% (IC95%[71-81) e controle 87% (IC95%[83-90]). Os resultados de viabilidade dos ovos expostos as moléculas testadas foram seguintes taxas de eclosão dos ovos, para DFB 33,0%, PPF 53,2% e SPN 63,1%. Diflubenzuron demonstrou ser uma molécula alternativa de interesse para utilização empregadas a EDL.