Ethica Eudemia I,5 : é o prazer alvo da vida boa?

O artigo toma como ponto de partida a argumentação da Ethica Eudemia (EE) II, 1 que retoma os resultados dos capítulos anteriores, a saber, i) o bem supremo para os seres humanos é um fim e ii) todos julgam a sabedoria teórica, a virtude moral e o prazer, ou alguns ou todos esses, serem fins. Essas...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Zanuzzi, Inara
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/117316
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/117316
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Aristóteles, 384-322 A.C. Ethica Eudemia = Ética a Eudemio
Prazer
Ergon (energia)
Aristotle
Eudemian Ethics
Pleasure
Ergon
Descripción
Sumario:O artigo toma como ponto de partida a argumentação da Ethica Eudemia (EE) II, 1 que retoma os resultados dos capítulos anteriores, a saber, i) o bem supremo para os seres humanos é um fim e ii) todos julgam a sabedoria teórica, a virtude moral e o prazer, ou alguns ou todos esses, serem fins. Essas duas teses permitem a Aristóteles concluir que o bem mais desejável está na alma e a partir daí fazer uma argumentação em termos de ergon, função ou atividade característica, da alma. O que se pode observar, entretanto, é que se o ergon da alma pode explicar serem fins sabedoria teórica e virtude moral, o mesmo é menos facilmente defensável no caso do prazer. Com efeito, tomar o prazer como fim parece ser tomar uma satisfação subjetiva com o que quer que seja, de modo que o ergon poderia explicar a satisfação subjetiva no máximo com algumas coisas, mas não com todas. Para resolver isso, procura-se no artigo interpretar uma passagem anterior, I, 5, 1215b15-1216a10, como responsável por fazer uma restrição no domínio dos prazeres que podem contar como finalidades para o ser humano.