A curvatura das retas e a linearidade das curvas: um estudo comparado entre João Cabral, Piet Mondrian e Joan Miró

Nossa pesquisa tem por enfoque o estudo da poética de João Cabral de Melo Neto (1920- 1999) comparativamente a obras dos pintores Piet Mondrian (1872-1944) e Joan Miró (1893- 1983). Tentamos entender, através do perfil criador dos dois pintores e também daquilo que o poeta destacava esteticamente ne...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Oliveira, Fábio José Santos de
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2015
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-22122015-102347
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-22122015-102347/
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Comparative literature
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Joan Miró
João Cabral de Melo Neto
Literatura comparada
Piet Mondrian
PietMondrian
Descrição
Resumo:Nossa pesquisa tem por enfoque o estudo da poética de João Cabral de Melo Neto (1920- 1999) comparativamente a obras dos pintores Piet Mondrian (1872-1944) e Joan Miró (1893- 1983). Tentamos entender, através do perfil criador dos dois pintores e também daquilo que o poeta destacava esteticamente neles, o quanto tais preceitos estéticos são literariamente discutidos na obra cabralina e o quanto (e como) eles caracterizariam ou não a poética desse escritor pernambucano. Para tanto, escolhemos a fase inicial do poeta, dando preferência aos livros Psicologia da Composição e Uma faca só lâmina. Com o estudo dessas obras e daquilo que de forma esparsa está presente também em outros livros, alcançamos, por exemplo e grosso modo, que a poesia de João Cabral, destacadamente arquitetada no amparo do objeto (num perfil de depuração), apresenta ainda com relevo o trabalho com a imagem (num perfil de reconfiguração). No primeiro caso, enxergamos uma proximidade à estética de Mondrian; no segundo, à de Joan Miró. Por fim, verificamos como a poesia de Cabral, aparentemente apenas rígida, é destacada também por certas dinâmicas que lhe rompem a rigidez.