Avaliação hormonal adrenocortical em cães com infecção natural por Ehrlichia canis

A erliquiose em cães pode conduzir o animal ao óbito, tanto por alterações hematológicas quanto clínicas, que se explicam pelo caráter catabólico multifatorial da doença. O comprometimento adrenocortical pode ser esperado em virtude dos desafios impostos ao sistema imune, gerados pelas infecções e i...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Rondelli, Mariana Cristina Hoeppner [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/89177
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/89177
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cão - Doenças
Erliquiose
Ehrlichia canis
Descripción
Sumario:A erliquiose em cães pode conduzir o animal ao óbito, tanto por alterações hematológicas quanto clínicas, que se explicam pelo caráter catabólico multifatorial da doença. O comprometimento adrenocortical pode ser esperado em virtude dos desafios impostos ao sistema imune, gerados pelas infecções e inflamações. Este estudo visou avaliar a ocorrência de alterações hormonais relacionadas às glândulas adrenais, em cães infectados naturalmente por Ehrlichia canis (n=21), positivos na identificação de anticorpos anti-E.canis (Dot-ELISA) e DNA da bactéria (nPCR). Para tanto, foram pesquisadas as concentrações séricas de cortisol, sulfato de dehidroepiandrosterona (DHEA-S) e proteínas de fase aguda (proteína C reativa e haptoglobina) pré e pósestimulação com o hormônio adrenocorticotrópico (ACTH), e comparadas com os valores obtidos de cães saudáveis (n=10). Os resultados demonstraram resposta semelhante dos cães doentes e saudáveis ao teste de estimulação com ACTH, no que concerne ao cortisol. Isto sugere que cães com erliquiose de ocorrência natural mantêm a capacidade de secretar cortisol adequadamente diante o estímulo do ACTH. As concentrações de DHEA-S foram significativamente mais elevadas nos cães doentes, nos momentos pré e pós-ACTH, em relação aos saudáveis, o que ilustra o estresse do organismo na doença em estudo. Não foram observadas diferenças significativas entre os momentos dentro de cada grupo. Aparentemente, a estimulação com ACTH não interferiu na concentração de DHEA-S dosado uma hora após sua administração, sugerindo que a resposta ao estímulo hormonal não foi detectada. Da mesma forma, a estimulação com ACTH não interferiu na concentração das proteínas de fase aguda, embora se apresentassem significativamente...