Eficácia de extratos pirolenhosos de cana-de-açúcar (Saccharum officinarum L.) e eucalipto (Eucalyptus spp.) no controle in vitro de patógenos da soja

O Brasil é segundo maior produtor mundial de soja [Glycine max (L.) Merr.], que possui grande importância no mercado pela expressiva participação no contexto socioeconômico do País. Perdas na produção ocorrem devido ao ataque de patógenos de etiologias variadas, destacando-se o mofo branco (Scleroti...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Pieta, Suelen
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Repositorio:Repositório Institucional da UFGD
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://repositorio.ufgd.edu.br/jspui:prefix/1231
Acesso em linha:http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/1231
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Glycine max
CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::AGRONOMIA::FITOTECNIA
Ácido pirolenhoso
Pyroligneous acid
Descrição
Resumo:O Brasil é segundo maior produtor mundial de soja [Glycine max (L.) Merr.], que possui grande importância no mercado pela expressiva participação no contexto socioeconômico do País. Perdas na produção ocorrem devido ao ataque de patógenos de etiologias variadas, destacando-se o mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum), antracnose (Colletotrichum truncatum), podridão de carvão (Macrophomina phaseolina) e a murcha de Sclerotium (Sclerotium rolfsii). O presente estudo teve por objetivo avaliar a eficácia dos extratos pirolenhosos (EP) de cana-deaçúcar (Saccharum officinarum) e eucalipto (Eucalyptus spp.) em diferentes concentrações no controle in vitro de Sclerotinia sclerotiorum, Macrophomina phaseolina, Colletotrichum truncatum e Sclerotium rolfsii. Os experimentos foram instalados em delineamento inteiramente casualizado com seis tratamentos e seis repetições para cada patógeno. As concentrações testadas foram 0, 1000, 2000, 3000, 4000 e 5000 ppm, avaliando-se o crescimento micelial em milímetros (mm), índice de velocidade do crescimento micelial (IVCM), inibição do crescimento (%) para as quatro espécies de fungos e a germinação carpogênica para Sclerotinia sclerotiorum. O EP de eucalipto nas concentrações de 1000, 2000 e 3000 ppm favoreceu o desenvolvimento micelial do fungo Sclerotinia sclerotiorum. As concentrações de 4000 e 5000 ppm, para ambos os extratos, apresentaram atividade antifúngica. Os extratos, em geral, apresentaram fungitoxicidade nas diferentes concentrações e o efeito foi maior nas primeiras horas de contato com o fungo. Para o crescimento e velocidade de crescimento micelial houve redução à medida que se elevaram as doses. Na germinação carpogênica de Sclerotinia sclerotiorum, o EP de cana-de-açúcar na concentração de 5000 ppm promoveu redução na porcentagem de escleródios germinados. O EP dificultou e modificou o desenvolvimento de estipes, consequentemente, reduziu a formação de apotécios.