Examinando a relação entre proximidade espacial e integração socioeconômica em dois bairros populares de Salvador, Brasil
A construção de condomínios fechados de elite nas áreas periféricas das cidades latinoamericanas instigou um debate controvertido centrado na questão se este desdobramento favorece a integração socioeconômica das camadas baixas habitando estas regiões. Neste trabalho, visa-se investigar sob quais co...
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| Formato: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) |
| Repositorio: | Ciências Sociais Unisinos (Online) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs2.revistas.unisinos.br:article/21038 |
| Acesso em linha: | https://periodicos.unifesp.br/index.php/csr/article/view/21038 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Pobreza urbana segregação efeito-território |
| Resumo: | A construção de condomínios fechados de elite nas áreas periféricas das cidades latinoamericanas instigou um debate controvertido centrado na questão se este desdobramento favorece a integração socioeconômica das camadas baixas habitando estas regiões. Neste trabalho, visa-se investigar sob quais condições o efeito-território, acometendo a população pobre do bairro central Calabar e do bairro periférico Vila Verde, Salvador, Brasil, se vê influenciado pela proximidade aos condomínios da classe alta. À base de entrevistas, evidencia-se que existem tanto mecanismos que prejudicam o indivíduo, como a influência do tráfico de drogas, quanto mecanismos que beneficiam sua vida, como a mobilização coletiva da comunidade. Discute-se que as articulações funcionais entre os grupos socialmente distantes sofreram importantes alterações dentro da trajetória de expansão da classe média e alta, sendo que a relação entre proximidade e integração socioeconômica se vê condicionada pela existência de espaços públicos, pela autonomia funcional do bairro e pelo impacto do crime. Conclui-se que a recente construção do condomínio Alphaville 2 não ampliou as possibilidades de articulação social com os segmentos mais pobres morando no bairro Vila Verde, dada sua maior autonomia funcional e seu maior grau de isolamento espacial. Tampouco criou externalidades positivas para a população do seu entorno geográfico em termos de acesso a serviços urbanos e de segurança pública, em contraste com o bairro de Calabar. |
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