A participação da indústria farmacêutica no processo de atualização dos médicos: impacto do suporte financeiro das empresas no eventos científicos e projetos de educação continuada desenvolvidos pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia e Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia

Este trabalho teve por finalidade conhecer a participação da iniciativa privada em projetos de educação continuada e congressos organizados pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Sociedade Brasileira de Clínica Médica e Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatolog...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Cerqueira, Adimilson [UNIFESP]
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2006
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositório:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/21363
Acesso em linha:http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/21363
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Indústria farmacêutica
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Educação médica continuada
Ética médica
Pharmaceutical marketing
Continuing medical education
Medical ethics
Descrição
Resumo:Este trabalho teve por finalidade conhecer a participação da iniciativa privada em projetos de educação continuada e congressos organizados pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Sociedade Brasileira de Clínica Médica e Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, com objetivo de aferir se estas sociedades poderiam organizar eventos e demais projetos sem o patrocínio externo e saber se as empresas que apóiam financeiramente tais atividades interferem na sua elaboração. A coleta de dados foi feita através de uma entrevista semi-estruturada aberta com os presidentes das três sociedades médicas. Os achados mostram que as instituições pesquisadas não poderiam arcar com os custos dos projetos de educação continuada sem o patrocínio das empresas farmacêuticas, e que 65% dos projetos desenvolvidos são integralmente financiados pelas mesmas. Outro dado importante é que a iniciativa privada não influencia o conteúdo científico dos projetos que patrocinam ou congressos dos quais participam, cabendo integralmente às entidades médicas pesquisadas a definição dos temas e autores.