Os tipos de achar e parecer na fala mineira
Este trabalho tem a finalidade de averiguar o processo de gramaticalização pelo qual os verbos achar e parecer passam no português falado, na comunidade de Conceição de Ibitipoca, Minas Gerais. Utilizaremos as propostas de Galvão (1999) e Gonçalves (2003) aplicadas às amostras de fala carioca. Galvã...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2008 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFJF |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/2852 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/2852 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA Gramaticalização Evidencialidade Modalidade epistêmica Grammaticalization Evidentiality Epistemic modality |
| Sumario: | Este trabalho tem a finalidade de averiguar o processo de gramaticalização pelo qual os verbos achar e parecer passam no português falado, na comunidade de Conceição de Ibitipoca, Minas Gerais. Utilizaremos as propostas de Galvão (1999) e Gonçalves (2003) aplicadas às amostras de fala carioca. Galvão (1999) investigou a trajetória do verbo achar, que funciona como organizador de predicação (achar1), passa a funcionar como um verbo performativo-modalizador, marcador de apreciação (achar2) e como um verbo modalizador epistêmico que marca palpite (achar3) até funcionar de maneira semelhante a um advérbio, aparecendo fora da estrutura sentencial (achar4). Gonçalves (2003) analisou o verbo parecer, em que fica comprovado que parecer, que pertencia à categoria dos verbos organizadores de predicação (parecer1), passa a ter função de verbo suporte (parecer2) e a pertencer à classe dos verbos de atitude proposicional (parecer3), adquirindo até mesmo funções de satélite atitudinal, de caráter de um advérbio (parecer 4,5). Todo este processo de mudança ocorre de maneira gradual. A investigação mostra que os dados de fala mineira não apresentam todas as etapas encontradas na fala carioca. Para mostrar a gramaticalização dos verbos, submetemos as amostras às análises qualitativa e quantitativa (parte do programa GoldVarb) para garantir que as ocorrências sejam analisadas de forma coerente e sistemática. Os dados coletados em Conceição de Ibitipoca, Minas Gerais, fazem parte do banco de dados de Resende (2006). |
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