Alterações na microbiota intestinal e translocação peritoneal de equinos com compactação tardia de cólon maior
O trato gastrointestinal aloja uma das populações microbianas mais diversas e complexas do organismo, além de desempenhar um papel fundamental na saúde e em uma ampla gama de doenças. Considerando que os equinos possuem diversas afecções relacionadas ao trato gastrointestinal, que geram alterações n...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-01042025-161424 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/74/74135/tde-01042025-161424/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Clinical colic Cólica clínica Compactação Compaction Equinos Fecal microbiota Horses Microbiota fecal |
| Sumario: | O trato gastrointestinal aloja uma das populações microbianas mais diversas e complexas do organismo, além de desempenhar um papel fundamental na saúde e em uma ampla gama de doenças. Considerando que os equinos possuem diversas afecções relacionadas ao trato gastrointestinal, que geram alterações na microbiota intestinal, culminando com disbiose, a compreensão dessas durante o abdômen agudo equino pode gerar inovadoras medidas preventivas e terapêuticas. A compactação de cólon maior representa 13,4% dos casos de equinos atendidos em hospitais veterinários, apresentando prognóstico favorável quando rápida e adequadamente atendida. Porém, a demora na resolução clínica, acarreta severa distensão intestinal, interferindo na vascularização da mucosa intestinal, resultando em inflamação, isquemia e desvitalização tecidual. O tratamento envolve o jejum prolongado, utilização de medicamentos laxativos e intensa fluidoterapia enteral, entre outros, de forma a dissolver a massa compactada, o que possivelmente interfere de maneira direta com a microbiota intestinal. Ademais, acredita-se que a distensão e a inflamação intestinal, somadas à disbiose, permitem a translocação bacteriana do intestino para o líquido peritoneal, fato com importantes implicações sistêmicas para o tratamento do equino com abdômen agudo. Atualmente, inúmeras pesquisas se dedicam à determinação da microbiota fecal de equinos sadios e sob tratamento de antimicrobianos, por meio de sequenciamento genético de nova geração e plataformas de bioinformática, entretanto, são escassos os trabalhos que avaliam o impacto na microbiota intestinal do tratamento de equinos com cólica por compactação tardia de cólon maior com resolução clínica, sendo inédita a pesquisa da possibilidade de translocação bacteriana. Esse estudo avaliou a microbiota fecal e intestinal de equinos com compactação tardia de cólon maior e verificou a ocorrência de translocação bacteriana para o líquido peritoneal. Para isso, 24 equinos foram selecionados e, no momento inicial do atendimento, foram obtidas informações do paciente e colhidas amostras de fezes. Ao se constatar presença de líquido peritoneal na cavidade abdominal, amostras foram colhidas, a cada 12 horas, até completar 72 horas da primeira colheita. Com as fezes e líquido peritoneal foi realizado o sequenciamento genético (região V4 16S rRNA) para obtenção da microbiota e verificação da ocorrência da translocação bacteriana. Foram encontradas alterações na riqueza, diversidade e composição da microbiota fecal e de líquido peritoneal, apresentando diferenças em todos os tempos colhidos, constatando-se a presença de translocação bacteriana peritoneal, durante a compactação tardia de cólon maior. |
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