Estudo da combinação das técnicas de spray drying e spray chilling para encapsulação de extrato de própolis vermelha
Própolis é uma resina natural complexa produzida por abelhas operárias. O último tipo de própolis identificado foi encontrado na região Nordeste e classificado como própolis vermelha brasileira. Tal material é de grande interesse comercial, todavia, para sua aplicação em alimentos, a presença do álc...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-31012023-111028 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/74/74132/tde-31012023-111028/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Spray chilling Spray drying Estabilidade Fenólicos Flavonoides Flavonoids Formononetina Formononetine Microencapsulação Microencapsulation Phenolics Própolis vermelha Red propolis Stability |
| Sumario: | Própolis é uma resina natural complexa produzida por abelhas operárias. O último tipo de própolis identificado foi encontrado na região Nordeste e classificado como própolis vermelha brasileira. Tal material é de grande interesse comercial, todavia, para sua aplicação em alimentos, a presença do álcool é indesejável, bem como características sensoriais muito marcantes. Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi microencapsular extrato de própolis vermelha utilizando as técnicas de spray drying e spray chilling e, em seguida, combinar as técnicas recobrindo parte das partículas obtidas por spray drying utilizando a técnica de spray chilling. Os pós, produzidos por ambas as técnicas e pela associação delas, foram avaliados quanto ao tamanho e distribuição das partículas, microscopia eletrônica de varredura, cor instrumental, estabilidade de fenólicos, flavonoides e a formononetina durante 60 dias de armazenamento e estudo da liberação da formononetina em meio gastrointestinal simulado. Os resultados obtidos para distribuição de tamanho mostraram partículas obtidas por spray drying com diâmetros médios de volume variando de 21,88 a 66,03 µm, partículas obtidas por spray chilling variando entre 222,53 e 286,74 µm e partículas recobertas com diâmetros de volume entre 146,56 e 215,15 µm, dependendo da proporção do coadjuvante utilizado. A microscopia eletrônica de varredura evidenciou que todas as partículas apresentaram característica do tipo matriz, com formatos variados entre os tratamentos e que frações das partículas obtidas por spray drying não foram devidamente recobertas pela combinação das técnicas. A avaliação da cor mostrou que a diferença de cor ao longo do período estudado foi menor nas partículas recobertas e maior nas partículas obtidas por spray chilling. O ensaio de estabilidade demonstrou que a microencapsulação do extrato de própolis vermelha pelas técnicas estudadas é eficiente na proteção dos compostos fenólicos, flavonoides totais e a formononetina do extrato ao longo do período analisado. Já o estudo da liberação em meio gastrointestinal simulado mostrou perfis de liberação bem distintos entre as partículas nas três fases analisadas (oral, gástrica e intestinal), com as partículas obtidas por spray drying tendo a liberação de formononetina concentrada na fase oral, enquanto que as partículas obtidas por spray chilling mostraram liberação concentrada na fase intestinal e as partículas recobertas mostrando liberação crescente ao longo do ensaio com o máximo na fase intestinal. Como conclusão, tem-se que a utilização das técnicas de microencapsulação por spray drying, spray chilling e a combinação delas resultam em partículas com características, níveis de proteção durante armazenagem e perfil de liberação dos compostos encapsulados bem distintos entre si, abrindo, para cada uma delas, um leque de possibilidades de aplicações na indústria alimentícia ou farmacêutica. |
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