Vivências de crianças e adolescentes frente à violência por parceiros íntimos (pais), na perspectiva da Teoria das Representações Sociais
A família é considerada como a base da sociedade, a primeira forma de socialização do indivíduo e um espaço privilegiado para o desenvolvimento integral do ser humano. Este espaço tem sido o foco de atenção dos estudiosos de várias abordagens teórico-científicas que buscam o entendimento da dinâmica...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-25082021-131506 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/83/83131/tde-25082021-131506/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Adolescente Children Criança domestic violence Família family Pais parents teenagers Violência Doméstica |
| Sumario: | A família é considerada como a base da sociedade, a primeira forma de socialização do indivíduo e um espaço privilegiado para o desenvolvimento integral do ser humano. Este espaço tem sido o foco de atenção dos estudiosos de várias abordagens teórico-científicas que buscam o entendimento da dinâmica do comportamento humano em seu hábitat; e neste cenário, a violência contra crianças e adolescentes é uma realidade que se destaca em nossa sociedade, sendo uma questão de saúde pública de âmbito global. O presente estudo teve como objetivo compreender as Vivências de crianças e adolescentes institucionalizados frente à violência sofrida no ambiente doméstico. Sendo esta uma pesquisa social de abordagem qualitativa estratégica, a mesma foi amparada na Teoria das Representações Sociais de Serge Moscovici, para observação sistemática e análise dos dados através das entrevistas semiestruturadas e dos diários de campo, e foi também realizada a análise psicanalítica dos desenhos. A pesquisa em campo aconteceu nas dependências de um órgão municipal que acolhe crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, com uma amostra final de 12 participantes, considerando a faixa etária escolhida, a partir dos 6 anos de idade até os 17 anos e 11 meses; entre os períodos de março de 2018 a março de 2019, na cidade de Ribeirão Preto - SP. Os dados sociais dos familiares nos prontuários analisados refletiram uma realidade socioeconômica estrutural muito precária para as condições de sobrevivência humana; os resultados indicaram ainda que a experiência dolorosa em presenciar a violência doméstica, muitas das vezes praticada entre os pais, se configura como um atentado à integridade dos filhos, gerando adoecimento psicoemocional e físico. Os sofrimentos vivenciados podem gerar processos de psicossomatização. As várias formas de violência como fenômeno presente na vida das crianças, em fase de desenvolvimento infantil, é sim fator de adoecimento por representação. Hábitos adquiridos culturalmente e repassados transgeracionalmente. As crianças em realidade de acolhimento institucional, apesar de toda a estrutura e segurança física recebida, apresentam um modelo inseguro de vinculação afetiva devido a seu histórico anterior e à separação abrupta do núcleo familiar mesmo hostil. Enfatizamos a necessidade de novas políticas públicas alinhadas às demandas sociais, explorando melhor as relações humanas de convivência social, ampliando a capacitação dos profissionais dos serviços de acolhimento institucional, na área da saúde mental, para que trabalhem o problema de forma mais abrangente, considerando também o grupo familiar em sua realidade como um todo e não apenas a(s) vítima(s). As crianças e adolescentes representam a violência de várias maneiras, do ponto de vista do comportamento, e podem reproduzi-la como sinônimo de um aprendizado nocivo culturalmente apreendido, dentre outras formas. |
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