As formas da escassez seletiva no Metrô de São Paulo

Esta tese analisa o processo de produção da rede do Metrô de São Paulo em busca de explicações para o sistemático privilegiamento de determinadas áreas da aglomeração urbana, notadamente do setor sudoeste, de maior concentração de empregos e de população de alta renda, e a consequente negligência da...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Isoda, Marcos Kiyoto de Tani e
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-17072025-115208
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16139/tde-17072025-115208/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Companhia do Metropolitano de São Paulo - METRÔ
Metropolitan Region of São Paulo
Planejamento Urbano
Região Metropolitana de São Paulo
São Paulo Metro Company - METRÔ
Transporte urbano - São Paulo (SP)
Urban Planning
Urban Transit - São Paulo (SP)
Descripción
Sumario:Esta tese analisa o processo de produção da rede do Metrô de São Paulo em busca de explicações para o sistemático privilegiamento de determinadas áreas da aglomeração urbana, notadamente do setor sudoeste, de maior concentração de empregos e de população de alta renda, e a consequente negligência das áreas mais periféricas. A esta condição denominamos aqui de \"escassez seletiva\" da rede. O objetivo foi buscar algumas das formas concretas pelas quais esta condição é posta, sendo ela uma necessidade da reprodução das condições materiais da sociedade brasileira. Ao longo da história do Metrô de São Paulo, foram identificados diferentes expedientes que levam a um direcionamento da expansão da rede. As explicações encontradas dizem respeito a formas de atuação social, condicionadas por fatores culturais, por interesses econômicos, projetos políticos ou outros. Isoladamente, cada um destes pode parecer uma sucessão fortuita de avanços e recuos guiada por motivações diversas, de indivíduos ou grupos face a determinadas políticas. É apenas num contexto histórico e social mais amplo que tais ações convergem para a produção do espaço que dá suporte à reprodução da sociedade brasileira: a manutenção de sua estrutura fragmentada e desigual, que reproduz a segregação. Ou, dito de outra forma, a manutenção dos bloqueios e entraves ao desenvolvimento social.