Ensaios em macroeconomia com agentes heterogêneos

Os modelos macroeconômicos evoluíram bastante nos últimos anos e, com o avanço computacional, passaram a incluir heterogeneidade de renda e riqueza entre os indivíduos. Este avanço possibilitou o estudo de questões distributivas e explicitou a importância da distribuição de renda para a resposta das...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Cordeiro, Bruno Ferreira
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-15012021-133753
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12138/tde-15012021-133753/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Agentes heterogêneos
Hank
Heterogeneous agents
Macroeconomia
Macroeconomics
Descripción
Sumario:Os modelos macroeconômicos evoluíram bastante nos últimos anos e, com o avanço computacional, passaram a incluir heterogeneidade de renda e riqueza entre os indivíduos. Este avanço possibilitou o estudo de questões distributivas e explicitou a importância da distribuição de renda para a resposta das variáveis agregadas a choques. Esta tese é composta de três capítulos e faz uso de modelos com agentes heterogêneos para responder a inúmeras perguntas. No primeiro capítulo estudamos os efeitos de um credit crunch , dado por um aperto na restrição de endividamento. Os resultados mostram que um choque que reduz a dívida dos indivíduos de 28% para 23% do PIB (Produto Interno Bruto) resulta em queda da taxa de juros, PIB e consumo. A propensão marginal a consumir tem um aumento considerável. Com relação aos aspectos distributivos, o índice de Gini diminui após o aperto na restrição de endividamento, o que resulta em melhor distribuição de renda. No segundo capítulo analisamos como a forma que o governo equilibra sua restrição orçamentária, seja por transferências ou dívida pública, impacta as respostas das variáveis agregadas e distributivas a choques. Os resultados mostram que essa escolha importa e tem efeitos distributivos. Por exemplo, se a preocupação da política fiscal for voltada para o bem-estar dos mais pobres, há uma vantagem comparativa para um choque de transferência que seja ajustado pelas próprias transferências ao longo do tempo para garantir o atendimento à restrição orçamentária. Por fim, no último capítulo estimamos o modelo HANK ( Heterogeneous Agents New Keynesian ) do capítulo anterior com dados brasileiros usando Monte Carlo Sequencial, e fazemos análise de funções impulso resposta, decomposição da variância e aspectos distributivos. A resposta das variáveis macroeconômicas agregadas aos três tipos de choques presentes no modelo tem a direção esperada na maioria dos casos. Com relação aos aspectos distributivos, a evidência sugere que os choques afetam de forma diferente o consumo, a poupança e a oferta de trabalho para diferentes faixas de riqueza. A escolha do instrumento fiscal para o equilíbrio da restrição orçamentária importa para a resposta dos índices de Gini do consumo e da renda.