A cultura afro-brasileira na Zona Portuária do Rio de Janeiro: a construção da memória em intervenções urbanísticas e no Museu de Arte do Rio

A Zona Portuária do Rio de Janeiro, também conhecida como Pequena África, tem sido palco de diversas intervenções urbanísticas desde a década de 1980. Passando pelos projetos Corredor Cultural, SAGAS, Porto do Rio, e por fim, o Porto Maravilha, a região tem sido colocada como o centro do debate entr...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Rocha, Geane da Silva
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2020
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repositório:Repositório Institucional da UFRRJ
Idioma:português
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/21775
Acesso em linha:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/21775
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Sociologia
Cultura Afro-brasileira
Porto Maravilha
Zona Portuária do Rio de Janeiro
Afro-brazilian culture
Port Zone of Rio de Janeiro
Descrição
Resumo:A Zona Portuária do Rio de Janeiro, também conhecida como Pequena África, tem sido palco de diversas intervenções urbanísticas desde a década de 1980. Passando pelos projetos Corredor Cultural, SAGAS, Porto do Rio, e por fim, o Porto Maravilha, a região tem sido colocada como o centro do debate entre memória e identidade da cultura afro-brasileira no município. Esses discursos envolvendo a memória da região vêm sendo utilizada pelos gestores municipais como forma de comercializar a história da localidade. Conflitos e debates com os defensores da cultura afro-brasileira, líderes de movimentos sociais e religiosos, nas gestões de Eduardo Paes (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB), demonstram que há conflitos uma tentativa de consenso entre esses agentes na esfera pública. Dessa maneira, projetos culturais e artísticos têm sido colocados como foco desses debates, sendo absorvidos e financiados pelo governo municipal como forma de criação de consenso. Nesse sentido, esse trabalho se propõe a delinear como a região portuária vêm sendo incorporada nas políticas culturais e urbanísticas do município do Rio de Janeiro em diferentes gestões desde a década de 1980 a 2020. Analiso também o Museu de Arte do Rio – MAR, que aparece como marca do projeto Porto Maravilha, e busca, através de uma política de exposições que debatem questões raciais e políticas, responder e negociar as críticas à instituição. Assim, o museu constrói em seu acervo e através de projetos realizados com a população local, uma imagem conciliadora a partir das críticas ao Porto Maravilha. Imagem que lhe garante manifestação de apoio após conflitos e falta de financiamento com a prefeitura.