Sobre novos registros de Rhinesuchidae (Temnospondyli, Stereospondyli) da Formação Rio do Rasto (Guadalupiano- Lopingiano), Bacia do Paraná Descrição anatômica e posicionamento filogenético

Os Temnospondyli, grupo mais diversificado de tetrápodes não-amniotos que habitaram os ecossistemas do Paleozoico e Mesozoico, apresentam um registro único para o Permiano médio a tardio do Brasil, dada a combinação de rinessuquídeos e estereospondilomorfos não-Stereospondyli encontrados na Formação...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Souza, Adriana Strapasson de
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/295556
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/295556
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Paleontologia
Filogenia
Permiano
Formação Rio do Rasto
Paraná, Bacia sedimentar do
Temnospondyli
Rhinesuchidae
Anatomy
Phylogeny
Permian
Rio do Rasto formation
Paraná Basin
Descripción
Sumario:Os Temnospondyli, grupo mais diversificado de tetrápodes não-amniotos que habitaram os ecossistemas do Paleozoico e Mesozoico, apresentam um registro único para o Permiano médio a tardio do Brasil, dada a combinação de rinessuquídeos e estereospondilomorfos não-Stereospondyli encontrados na Formação Rio do Rasto (Guadalupiano-Lopingiano, Bacia do Paraná). O clado Rhinesuchidae é posicionado na base de Stereospondyli, sendo tipicamente encontrado em rochas de idade Guadalupiana a Lopingiana (Permiano médio a tardio), com um único táxon registrado para o Triássico Inferior da África do Sul. Este clado é endêmico do Gondwana, sendo em sua grande maioria proveniente da África do Sul e, até então, pouco conhecido para o Permiano do Brasil. A primeira parte desta tese traz uma breve revisão sobre o conhecimento dos temnospôndilos e, em especial, do clado Rhinesuchidae, com ênfase nos seus aspectos anatômicos, filogenéticos, taxonômicos, paleogeográficos e bioestratigráficos. São também apresentados os espécimes estudados durante este doutoramento, atribuídos a rinessuquídeos, e o contexto geológico de suas áreas de proveniência, sendo todas relacionadas ao Membro Morro Pelado da Formação Rio do Rasto. Além disso, é apresentada uma discussão a respeito da importância destes novos registros para a compreensão deste grupo no Permiano da América do Sul e a origem e diversificação dos Stereospondyli. A segunda parte desta tese apresenta os três artigos científicos desenvolvidos durante este doutoramento, que incluem: (1) a descrição anatômica e análise filogenética de fragmentos mandibulares atribuídos a Rhinesuchidae indet.; (2) redescrição anatômica e análise filogenética de um espécime atribuído a um novo gênero de Rhinesuchidae para o Brasil, antes conhecido apenas na África do Sul, sendo a primeira correlação a nível genérico para o grupo entre as bacias brasileira e sulafricana, de modo que uma correlação bioestratigráfica foi proposta; (3) descrição anatômica e análise filogenética de um material craniano e mandibular atribuído a uma nova espécie de Rhinesuchidae, proximamente relacionada aos táxons sulafricanos do gênero Rhinesuchoides e proveniente de um afloramento onde espécimes referidos à Australerpeton cosgriffi já foram reportados, revelando a primeira evidência de simpatria entre rinessuquídeos em um ambiente da América do Sul.